19 novembro 2016

ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE PEDIATRAS FULMINA IDEOLOGIA DE GÊNERO

A Associação Americana de Pediatras urge educadores e legisladores a rejeitarem todas as políticas que condicionem as crianças a aceitarem como normal uma vida de personificação química e cirúrgica do sexo oposto. Fatos, não ideologia, determinam a realidade.

1. A sexualidade humana é um traço biológico binário objetivo: "XY" e "XX" são marcadores genéticos de saúde, não de um distúrbio. A norma para o designhumano é ser concebido ou como macho ou como fêmea. A sexualidade humana é binária por design, com o óbvio propósito da reprodução e florescimento de nossa espécie. Esse princípio é auto-evidente. Os transtornos extremamente raros de diferenciação sexual (DDSs) — inclusive, mas não apenas, a feminização testicular e hiperplasia adrenal congênita — são todos desvios medicamente identificáveis da norma binária sexual, e são justamente reconhecidos como distúrbios do designhumano. Indivíduos com DDSs não constituem um terceiro sexo.

2. Ninguém nasce com um gênero. Todos nascem com um sexo biológico. Gênero (uma consciência e percepção de si mesmo como homem ou mulher) é um conceito sociológico e psicológico, não um conceito biológico objetivo. Ninguém nasce com uma consciência de si mesmo como masculino ou feminino; essa consciência se desenvolve ao longo do tempo e, como todos os processos de desenvolvimento, pode ser descarrilada por percepções subjetivas, relacionamentos e experiências adversas da criança, desde a infância. Pessoas que se identificam como "se sentindo do sexo oposto" ou "em algum lugar entre os dois sexos" não compreendem um terceiro sexo. Elas permanecem homens biológicos ou mulheres biológicas.

3. A crença de uma pessoa, que ele ou ela é algo que não é, trata-se, na melhor das hipóteses, de um sinal de pensamento confuso. Quando um menino biologicamente saudável acredita que é uma menina, ou uma menina biologicamente saudável acredita que é um menino, um problema psicológico objetivo existe, que está na mente, não no corpo, e deve ser tratado como tal. Essas crianças sofrem de disforia de gênero (DG). Disforia de gênero, anteriormente chamada de transtorno de identidade de gênero (TIG), é um transtorno mental reconhecido pela mais recente edição do Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana (DSM-V). As teorias psicodinâmicas e sociais de DG/TIG nunca foram refutadas.

4. A puberdade não é uma doença e hormônios que bloqueiam a puberdade podem ser perigosos. Reversíveis ou não, hormônios que bloqueiam a puberdade induzem a um estado doentio — a ausência de puberdade — e inibem o crescimento e a fertilidade em uma criança até então biologicamente saudável.

5. De acordo com o DSM-V, cerca de 98% de meninos e 88% de meninas confusas com o próprio gênero aceitam seu sexo biológico depois de passarem naturalmente pela puberdade.

6. Crianças que usam bloqueadores da puberdade para personificar o sexo oposto vão requerer hormônios do outro sexo no fim da adolescência. Esses hormônios (testosterona e estrogênio) estão associados com riscos à saúde, inclusive, mas não apenas, aumento da pressão arterial, formação de coágulos sanguíneos, acidente vascular cerebral e câncer.

7. Taxas de suicídio são vinte vezes maiores entre adultos que usam hormônios do sexo oposto e se submetem à cirurgia de mudança de sexo, mesmo na Suécia, que está entre os países mais afirmativos em relação aos LGBQT. Que pessoa compassiva e razoável seria capaz de condenar jovens crianças a este destino, sabendo que após a puberdade cerca de 88% das meninas e 98% dos meninos vão acabar aceitando a realidade e atingindo um estado de saúde física e mental?

8. Condicionar crianças a acreditar que uma vida inteira de personificação química e cirúrgica do sexo oposto é normal e saudável, é abuso infantil. Endossar discordância de gênero como normal através da rede pública de educação e de políticas legais irá confundir as crianças e os pais, levando mais crianças a serem apresentadas às "clínicas de gênero", onde lhes serão dados medicamentos bloqueadores da puberdade. Isso, por sua vez, praticamente garante que eles vão "escolher" uma vida inteira de hormônios cancerígenos e tóxicos do sexo oposto, além de levar em conta a possibilidade da mutilação cirúrgica desnecessária de partes saudáveis do seu corpo quando forem jovens adultos.

Michelle A. Cretella, M.D.
Presidente da Associação Americana de Pediatras

Quentin Van Meter, M.D.
Vice-Presidente da Associação Americana de Pediatras
Endocrinologista Pediátrico

Paul McHugh, M.D.
Professor Universitário de Psiquiatria da Universidade Johns Hopkins Medical School, detentor de medalha de distinguidos serviços prestados e ex-psiquiatra-chefe do Johns Hopkins Hospital


SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER

Pr. Luiz Fernando Ramos de Souza

22 agosto 2016

DVDs SERMÕES - VENCENDO AS LUTAS I - II


ESTÁ À DISPOSIÇÃO DVDs DE PREGAÇÕES REALIZADAS NA IGREJA BATISTA DA ALIANÇA - BH. 
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11 agosto 2016

Grande Comissão: Todos Devem Ir?

Grande Comissão: Todos Devem Ir?


Parece ser uma ordem tão simples! “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28.19). Mas quem exatamente deve ir? Alguns têm sustentado que a ordem de Jesus para ir e fazer discípulos era apenas para os apóstolos originais e que a Grande Comissão foi, subsequentemente, cumprida por aqueles apóstolos. Mas era impossível que uma tarefa tão grandiosa fosse completa por apenas onze homens. E a promessa de que Jesus estaria com eles “até a consumação dos séculos” implica que a validade da sua comissão se estenderia para além do tempo de vida dos apóstolos. Se é assim, a igreja herdou essa comissão dos apóstolos. E é a responsabilidade da igreja obedecer a ordem de Cristo até que ele venha outra vez.
É importante observar que a comissão de Cristo para ir e fazer discípulos é dada à igreja como um todo, não apenas a cristãos em particular. É comum enxergar a Grande Comissão como uma ordem para que cada cristão em particular se envolva em evangelização. E algumas missões têm advogado que, a menos que você tenha um chamado específico para permanecer em sua terra natal, você deve se tornar um missionário transcultural em obediência à Grande Comissão. Por mais bem intencionadas que essasperspectivas possam ser, elas erram o alvo ao deixar de pôr a ordem Cristo no contexto do ensino do Novo Testamento acerca do corpo de Cristo.
O apóstolo Paulo escreveu: “Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função, assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros, tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada” (Romanos 12.4-6). Embora cada cristão tenha um papel a desempenhar na Grande Comissão, nem todos nós temos o mesmo papel.
Certamente, há alguns que têm o papel de missionários, evangelistas, pastores, ou mestres da Bíblia. E alguns irão para o outro lado do planeta para cumprir esses papéis. Há uma imensa necessidade no mundo hoje de missionários transculturais, e o campo missionário é um lugar fantástico para servir a Cristo. Mas não é para todo mundo.
Quando Jesus disse: “Ide”, ele não estava ordenando que todos os seus discípulos fossem para o exterior. Logo antes de sua ascensão, Jesus foi bastante específico acerca dos pontos geográficos aonde ele esperava que seus discípulos fossem. Ele lhes disse: “E sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1.8). Jesus e os seus discípulos estavam em Jerusalém quando ele disse essas palavras. Jesus queria que eles começassem a dar testemunho da sua vida, morte e ressurreição ali mesmo onde eles estavam – em Jerusalém.
Mas eles não deveriam parar ali. Alguns deles iriam para as outras partes da Judeia, compartilhando o evangelho com outros judeus. Mas outros iriam cruzar fronteiras culturais e religiosas, fazendo discípulos em Samaria. E, mais além, alguns dos discípulos de Jesus iriam aos confins da terra, fazendo discípulos em lugares que eram completamente distintos de sua terra natal.
Jesus tinha certeza de que alguns dos seus discípulos iriam até os lugares mais remotos da terra. Mas ele não vislumbrava todos os seus discípulos descendo de barco para alguma área longínqua do mundo. O Novo Testamento põe uma ênfase muito maior na fidelidade diante da situação em que nos encontramos do que numa viagem física. Como escreve o apóstolo Paulo: “Procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vo-lo temos mandado;para que andeis honestamente para com os que estão de fora e não necessiteis de coisa alguma” (1Tessalonicenses 4.11-12, ARC).
Embora nem todos nós viajaremos pelo globo para compartilhar o evangelho nem ensinaremos e batizaremos em nossa igreja local, isso não significa que nós não possamos estar envolvidos no “ide” da Grande Comissão. Assim como os discípulos originais que estavam em Jerusalém, nós buscamos viver com fidelidade no lugar em que nos encontramos, “estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (1Pedro 3.15). E, a despeito da nossa condição de vida, sempre há algum modo de tomarmos nossa parte em fazer discípulos de todas as nações.
Para os que estão começando, podemos aprender sobre evangelização e missões. Leia uma biografia missionária, como a história de Adoniram Judson ou John Paton. Descubra quais missionários a sua igreja apoia. Inscreva-se na lista de correspondência deles, leia os pedidos de oração em suas cartas, e ore por eles. Apoie missionários financeiramente.
Lembre-se também de que, em nosso mundo globalizado, as pessoas estão viajando como nunca antes e as nações estão vindo a nós. Saia para almoçar com um estudante estrangeiro ou acolha a família de imigrantes que se mudou para a sua rua. Fique de olho naqueles em sua igreja que possam ser bons candidatos a missionários, encoraje-os e apoie-os nessa direção.
Embora nem todos os cristãos devam “ir” no sentido físico, todos nós somos parte do corpo de Cristo e temos um papel a desempenhar. Como você “irá” hoje?
Fonte: Ministério Fiel

10 junho 2016

CIENTISTA ADMITE QUE UNIVERSO FOI CRIADO POR DEUS




Cientista admite que o universo foi criado por Deus
Michio Kaku é um cientista físico teórico de renome mundial

Kaku acredita que ele tem evidências encontradas sobre Deus em seu trabalho e diz que o universo não é um acidente

Michio Kaku é um cientista físico teórico de renome mundial. Ele publicou mais de 70 artigos em revistas de física sobre temas como a supersimetria, teoria das supercordas, supergravidade e física hadrônica. Mas a sua mais recente afirmação pode chocar o mundo da ciência e da comunidade ateia.
“Cheguei à conclusão de que estamos em um mundo feito por regras criadas por uma inteligência”, Kaku diz em um vídeo produzido pela Big Think. “Para mim é claro que nós existimos em um planeta que é regido por regras que foram criadas, moldadas por uma inteligência universal e não por acaso”. A conclusão de Kaku é clara. “A solução final pode ser que Deus é um matemático”, disse Kaku. “Acredito que a mente de Deus é música cósmica. A música de cordas de ressonância através do hiperespaço de 11 dimensões”, disse.
Quanto mais os cientistas estudam o universo, mais perto eles parecem estar de Deus. Kaku acredita que ele tem evidências encontradas sobre Deus em seu trabalho e diz que o universo não é um acidente. Ele ajudou na construção da Teoria de Cordas, pioneira do universo sobre a ideia de que o universo é formado por muitas dimensões diferentes de espaço e tempo.
Teoria das Cordas é muito complexa e requer um fundo significativo na física para explicar, mas é favorecida por muitos cientistas, porque sucintamente responde a muitas das perguntas que eles têm sobre o universo. Ainda assim, essa teoria não fornece uma equação completa e satisfatória sobre o universo.
O problema da física são as leis que explicam por que o universo funciona, como faz no nível macro, mas não se aplicam ao nível micro. Einstein da física e da física quântica, tem uma lacuna entre suas explicações sobre o que os cientistas ainda não podem explicar. Por exemplo, porque é que minúsculas partículas quânticas podem se elevar dentro e fora da existência do nada? A teoria das cordas tenta fornecer uma resposta a esta pergunta.

A Criação
Enquanto trabalhava na Teoria das Cordas, Kaku, descobriu o que ele vê como evidência de que o universo é criado por uma inteligência, ao invés de meramente formada por forças aleatórias. Ele sugere sua explicação por meio do que ele chama de “primitivas tachyons semi-raio”. Não existe ainda uma explicação sucinta desta ideia de Kaku e nem do que ele está se referindo a “tachyons”, que são partículas teóricas que se desvinculam de uma outra partícula.
Kaku conclui que vivemos em um universo de estilo Matrix, criado por uma inteligência. “Cheguei à conclusão de que estamos em um mundo feito por regras criadas por uma inteligência”, disse ele. “Acredite em mim, tudo o que chamamos de ‘chance’ hoje não faz mais sentido. Para mim, é bastante claro a existência de um plano que é regido por regras que foram criadas, moldadas por uma inteligência universal e não por acaso”, confessa.
Então, isso significa que Kaku agora acredita em Deus? Sim e não. Ele não chega a se referir a uma divindade religiosa, mas para a comunidade cristã é reconfortante ver que cientistas que pesquisam os mistérios do universo estão a encontrar Deus. 
Fonte: Seara News


Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

15 abril 2016

DOIS BATISMOS E UM SÓ HOMEM



DOIS BATISMOS E UM SÓ HOMEM
Há aproximadamente mais de 02 anos que não frequento as reuniões da ordem de pastores a qual sou filiado. Entendo que o mais importante é o padrão que une. Quando o padrão está desalinhado, convivência, comunhão e o partilhar se tornam práticas impraticáveis. Em qualquer meio o padrão é o balizador que aproxima ou afasta as pessoas. Dentro do lar isso é uma grande realidade. Em meu livro OSSO DOS MEUS OSSOS/CARNE DA MINHA CARNE, disse que quando um dos cônjuges progride muito na área cognitiva e o outro estaciona, cria-se o chamado abismo cultural que praticamente impede a comunicação eficaz. Isso impede o crescimento do casal como par.
Esta semana, mais de dois colegas pastores, entraram em contato comigo dizendo que na última reunião da ordem de pastores, um pastor disse que estaria realizando um batismo de mais de 400 crianças com idades entre cinco e nove anos e que posteriormente haveria outro batismo de confirmação.
Aqui teço comentários sobre a postura teológica e não sobre pessoas. Essas me são muito caras.
1º.  Em uma reunião de pastores que se dizem batistas, isso soa no mínimo estranho. Porque entre os batistas nunca se ouviu falar de batismo de confirmação. No entanto, com toda a diretoria da ordem reunida e mais algumas dezenas de pastores, ninguém se manifestou contra tal aberração. Isso somente demostra que quem deveria ser o primeiro a apontar o erro ou desconhece a doutrina e a teologia ou se fez conivente com tal erro. Creio que os dois. Essa demonstração de inadimplência para com a teologia é uma marca do meio onde pertenço. Grande número de pastores não é afeito aos estudos, pois, creio que entendem que cultura teológica ou qualquer outro tipo de cultura seja oposto ao agir do Espírito Santo. Isso remete toda estrutura denominacional em direção ao caos. Se a liderança se cala, o que será dos liderados? Se os liderados não se posicionam o que será das igrejas que pastoreiam? Creio que por essa e outras a igreja vem perdendo seu tempo de influenciar e valor social. Dentro de suas fronteiras o amor pela verdade não mais existe.
2º. Batista não pratica batismo infantil sem uma convicção que houve novo nascimento na criança. Uma criança de cinco anos de idade não conhece quase nada e não consegue entender praticamente nada sobre salvação e fé. Sempre foi aconselhado a esperar uma idade onde o mínimo de maturidade se apresente para que se batize uma criança. A prática de batizar crianças vem da igreja Católica Romana que acredita que o batismo faz parte do processo de salvação. Para a igreja Católica Romana o batismo introduz a criança na igreja e ela inicia sua fé e vida cristã. Para os católicos o batismo liberta a criança do pecado original.
Também pratica o batismo infantil nossos irmãos presbiterianos. Esses se fundamentam na Teologia do Pacto. Não entrarei na Teologia do Pacto, pois já é de conhecimento de todos nós. Mas pelo menos os presbiterianos possuem um arcabouço teológico que os levam a essa pratica.
Agora falar de batismo infantil para batistas é afrontar todos os fundamentos. Isso é inconcebível em todos os sentidos. O excelente livro do Dr. William Carey Taylor – Batismo Bíblico – é uma joia preciosa que esclarece profundamente esse assunto. Portanto, propor batismo para 400 crianças em um programa de igreja e igreja batista deveria receber a mais veemente repulsa por parte da liderança da denominação. Isso não acontecerá em hipótese alguma, com certeza.
3º. A Bíblia fala de um só batismo.
Em Ef. 4:5 o apóstolo Paulo inspirado pelo Espírito Santo disse:Um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Não temos autorização
neo-testamentária para praticarmos dois batismos em uma só pessoa. Mas você estar se perguntando: “E quando um cristão batizado por aspersão ou efusão é batizado novamente em uma igreja batista?". Respondo que nós batista praticamos o novo batismo para aqueles que não foram batizados por imersão. Para nós batistas a única forma de batismo é por imersão, por isso rebatizamos cristãos.
Este texto de Ef. 4 fala de um grande tema ou tema maior que a unidade da igreja. Particularmente nos vers. 4-6 fala sobre as fontes da unidade. Paulo fala sobre um só corpo, um Espírito, um Senhor, uma Fé, um Batismo e um Deus. Então o batismo é uma das fontes desta unidade. Antes do batismo acontecer, Paulo diz que um Espírito age na formação do corpo que é reflexo da aceitação de um só Senhor, Jesus Cristo, através da fé e todos os que são membros do corpo compartilham de um só batismo. O que Paulo escreveu era sobre o batismo como confissão de fé em Jesus Cristo. O batismo no vers. 5 refere-se ao batismo em água, o meio comum usado no Novo Testamento para que um crente faça confissão pública de Jesus como seu Salvador e Senhor.  O batismo em água tinha uma grande importância na igreja primitiva, não como meio de salvação ou benção especial senão como testemunho de identidade e de unidade com Jesus Cristo. Aqueles que graças a um Senhor estão unidos em uma fé, testificam dessa unidade em um batismo.  Este era um dos principais aspectos do batismo neo-testamentário.
O que dizer de crentes descerebrados que ao fazerem uma viajem a Israel aceitam um rebatismo no rio Jordão como se fosse algo sobrenatural e milagroso? NADA.
3º. Fico boquiaberto em saber que ainda no sec. XXI pastor batista proponha tal aberração e prática. Isto é coisa ultrapassada diante de tantos estudos já consagrados por nós batistas. Mas acredito que nossa denominação esteja em verdadeira implosão. Veja os dois artigos que escrevi sobre a CBN em meu blog. para acessar clique em cima dos títulos.
(A DESCONSTRUÇÃO DE UMA DENOMINAÇÃO - CBN – Convenção Batista Nacional - UMA DENOMINAÇÃO QUE SE IMPLODE – CBN (Convenção Batista Nacional). Nada será feito para banir essa heresia porque além de pastores batistas estarem presentes e também o presidente da ordem o silêncio falou mais forte, a covardia imperou e a indiferença reinou. Creio que não resta muita coisa a ser feita diante deste quadro deteriorante. O que mantem uma denominação unida e vigorosa são seus fundamentos doutrinários e teológicos, mas estes estão se esboroando diante de todos nós. Fico me perguntando o que aprendem nossos seminaristas? Que formação denominacional encontram em nossos centros acadêmicos formadores de opinião? Pergunto: São formados em tais seminários pastores batistas?
4º. O que deveria estar melhorando, está piorando. Pouco tempo atrás conversava por telefone com um dos fundadores da CBN, hoje falecido, e lhe dizia que por não haverem forjado lideranças fortes e saudáveis a denominação não tinha futuro. Ele me disse que não tiveram tempo hábil, pois renovação espiritual explodiu em todo país rapidamente. Ele tinha toda razão. O crescimento foi realmente explosivo e trouxe consigo os problemas que vivenciamos hoje. Centenas de igrejas e algumas enormes, com um arcabouço doutrinário e teológico fraquíssimo. Pastores mais interessados no crescimento quantitativo em detrimento do qualitativo. Seminários em bancarrota formando obreiros disfuncionais. Sim, piora o quadro denominacional porque as novas lideranças são inaptas para conduzir e fortalecer aquilo que os primeiros lutaram tanto para estruturar. E o assunto abordado nesta postagem exemplifica claramente a deterioração denominacional. 
Por fim, fica minha frustração com o nível de Evangelho praticado em nossas igrejas. Nossos pastores crendo em fantasias e contos de fadas. Dizendo coisas sem cabimento e praticando algo espúrio em suas igrejas.
Rejeito estes comportamentos. Rejeito este arcabouço mental vivido por estas lideranças. Rejeito trocar o ministério recebido de Deus por um prato de lentilhas. Rejeito me igualar com tais lideranças.
Deus tenha misericórdia de todos nós.

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza



04 março 2016

APROFUNDAMENTO TEOLÓGICO 12/03/2016




NO DIA 12/03/2016 ESTAREI MINISTRANDO UM SEMINÁRIO SOBRE A PESSOA DE CRISTO EM NOVA SERRANA. SERÁ UM MOMENTO DE CRESCIMENTO, TROCA DE EXPERIÊNCIA E CONFRATERNIZAÇÃO. 
LOCAL - Rua José Geraldo Amaral, 95, Bairro Jardim São Francisco, Nova Serrana/MG.
HORÁRIO - 8 - 12H.
                 Teologia em foco

Chamada: A pessoa de Cristo é única na história. Ele dividiu a história e o cristianismo, que nasceu na base da pirâmide social, se impôs ao mundo em menos de 300 anos. Quem foi Jesus? Como foi possível a União entre Deus e Homem? Jesus podia pecar? Ele tinha 2 vontades? Por que a salvação tinha que ser em Cristo e não através de outro? Essas e outras indagações serão abordadas no Seminário “Teologia em Foco”. Uma grande oportunidade de atualização teológica, capacitação de liderança, conhecimento de novos colegas de ministério e crescimento em Cristo.
                                                          Participe e traga a liderança de sua igreja.

A quem se destina: Pastores, seminaristas e lideranças de igrejas.

Benefícios: Atualização teológica
                    Intercâmbio entre lideranças
                    Base sólida para uma fé cristã sadia
                    Capacitação de liderança para servir e auxiliar os pastores e igrejas.
                    Um poderoso antídoto contra heresias e doutrinas Duvidosas.

Conteúdo: Bases bíblicas acerca da Pessoa de Cristo – A divindade de Cristo/ A humanidade de Cristo.
                   A União Hispostática – O significado de Hypostasis
                                                           As 2 naturezas em Cristo
                   Conseqüências das União Hypostática – Comunhão dos atributos
                                                                                       - O homem Jesus é objeto de adoração
                                                                                       - A exaltação da natureza humana de Cristo
                     Jesus podia pecar? E se tivesse pecado?
                     Erros doutrinários em relação a Cristo – Gnosticismo
                                                                                      Apolinarismo
                                                                                      Nestorianismo
                                                                                      Monotelismo
                      A pessoa de Cristo nas diversas confissões de fé – Confissões reformadas
                                                                                                         Luteranismo
                                                                                                         Batistas
                      A doutrina de Cristo na Modernidade – Socianismo
                                                                                         Cristologia Panteísta
                                                                     A doutrina da Kenosis (esvaziamento)
                                                                                         A cristologia de Scheleimacher

02 março 2016

NOSSO IRMÃO GILDO BARROS ESTÁ COM O SENHOR

Foto de Dudu Batera.

Coisa de quatro ou cinco dias atrás fomos surpreendidos com a notícia da enfermidade do nosso querido irmão Gildo Martins Barros. Todo o nosso grupo começou a orar por ele, mas submissos aos propósitos do Senhor. Era orar expressando o desejo de nosso coração mas com aceitação da soberania de Deus. Hoje, soubemos que ele faleceu, e amanhã pela manhã, das 8 às 11, estaremos no Cemitério Belo Vale, em Santa Luzia, expressando nosso amor à família. Gildo foi promovido e está agora em companhia do Senhor Jesus, a quem ele muito amou. Gildo veio da Bahia para BH para estudar. Ligou-se à Cajoba – Casa do Jovem Batista – e começou a participar da nossa União de Mocidade da IBF. Sempre atuante, foi um dos primeiros da nossa igreja que sabia tocar violão, e muito bem. Tornou-se figura obrigatória no período de louvor, tanto da mocidade quanto da igreja, acompanhado pelo Dervy Gomes no Teobaldo (contrabaixo artesanal), no bandolim pelo Hélio e no bongô pelo Eucir. Nossa mocidade era muito ativa no evangelismo, na oração, e nos intercâmbios com outras mocidades, e assídua nos cafezinhos de domingo, depois do culto da noite. Certa feita Gildo nos falou que seu irmão, Dilton, estava pensando em vir para Belo Horizonte, e pediu que orássemos pela conversão dele. E fomos orando. Um belo dia o Dilton apareceu por aqui. Naturalmente logo o convidamos para a “reunião do amigo”, que era evangelística e de estudo bíblico. Não me lembro se aconteceu na primeira vez que o Dilton foi, mas, se não foi na primeira, foi em uma das primeiras que ele se converteu. Sabem como é: solo adubado com oração e preparado pelo Senhor costuma mesmo frutificar. Dilton se converteu pra valer, e logo colocou seu violão – e ele era ainda melhor que o Gildo – a serviço do Senhor. Hoje é pastor, e isso já há alguns anos. Assim, Gildo foi um servo do Senhor atuante na igreja, evangelizador, intercessor, e muito ativo na Mocidade para Cristo. Deixa em todos nós uma saudade grande, e uma dor ainda maior na família, por quem estamos orando e confiando no Senhor para o único conforto que funciona numa hora dessas. Sabemos que o Consolador, o Espírito Santo, é o único que realmente pode consolar e confortar os corações, deixando depois aquela lembrança doce, agradável, agora sem o aguilhão da tristeza e da dor. 
Texto: Helio Vilela

22 fevereiro 2016

O CHAMADO MINISTERIAL MORREU?


O CHAMADO MINISTERIAL MORREU?

Uma triste constatação é a de que o chamado ministerial praticamente está morrendo. O que vem ocupando seu lugar é o nepotismo eclesiástico. O que mais me chama a atenção está o fato de que a igreja passou a ser propriedade de homens que veem redefinindo o chamado ministerial como sendo sucessão hereditária. Isso acontece em um percentual cada vez maior de igrejas. Se Deus promove o crescimento de uma determinada igreja e consequentemente seu patrimônio expande, logo, vemos o pastor presidente atrair para o ministério os seus parentes, como uma tentativa de preservar o patrimônio e mesmo achar que estes atraídos serão melhores gestores que outros.  Mas também vejo outra faceta neste comportamento é de colocar filhos, irmãos e outros parentes no mercado de trabalho. Não estou dizendo que  filho de pastor não possa ser chamado para o ministério pastoral, mas via de regra, o que acontece é que tais pessoas se apresentam para a vida como desqualificados e inapropriados e então os pais, para ajudá-los, colocam no ministério. Em muitos casos os filhos dizem que não se veem no ministério pastoral, mas os pais fazem ouvidos moucos e os colocam à força.
Esse comportamento fere frontalmente a soberania do Espírito Santo, pois é este Espírito que separa e chama homens para o ministério e não a livre decisão de um líder que quer beneficiar os seus. É o Espirito Santo que promove a construção do corpo de Cristo, a igreja. Portanto, todos os cargos através dos quais se realiza esta obra, devem ser designados por Cristo e instituídos pelo Espirito Santo. Quando um pastor se arroga no direito de preencher a vacância no ministério pastoral através de decisão própria, isso não constitui uma ofensa ao Espírito Santo?
Vejamos o exemplo do preenchimento do cargo de apóstolo logo após a morte de Judas. Cristo havia subido ao céu e ainda o Espírito não havia sido enviado. Os apóstolos vendo a necessidade de preencher o cargo vago deixado por Judas, oram a Deus e lançam sorte sobre dois nomes. Matias é selecionado. Mas houve aprovação por parte de Deus para este ato? Se o cargo era designação de Cristo e sua instituição era função do Espirito, então algo estava acontecendo sem a anuência do Espirito. Matias nunca mais é mencionado como integrante dos doze apóstolos, mas logo depois (uns dois anos) o Senhor Jesus pessoalmente chama a Paulo e este vai se designar assim:Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por meio de homem algum, por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos”. Gl. 1:1.
O preenchimento do ministério pastoral deve se dar exatamente como se deu no princípio. Um tempo de oração e espera deve preceder a indicação do Espirito e nunca a decisão de um homem que entende ser assim, afrontando a soberania do Espírito Santo. Sim oração e espera no aguardo da orientação de Deus, submissão santificada a sua vontade quando é dada a conhecer, Ele vai escolher pastores e pô-los sobre os rebanhos designados.
O quadro descrito em Apocalipse é maravilhoso. O Senhor que anda no meio dos candeeiros e tem as estrelas em suas mãos. Aponta para o senhorio de Cristo no meio da igreja e o cuidado do mesmo com os pastores que escolheu. Este que anda no meio dos candeeiros não sabe exatamente o que sua igreja precisa? Por que homens arbitrariamente devem se intrometer naquilo que é alçada do Senhor da Igreja através do seu Espírito? Essa arrogância tem seu preço e este preço é a morte da igreja local, é o esvaziamento do poder vital do Espírito no meio dela.
Não se pode confiar nem na maioria e nem na minoria quando não existe a espera paciente diante do Senhor para que este designe os pastores que quer para a igreja. Quando a ação do homem sobrepuja a do Espírito o que vai se ouvir da parte de Deus é:ICABODEfoi-se a glória do Senhor. Isso poderia ser traduzido como: “Quando a vida perde o Brilho e a vitalidade”. A nora do sacerdote Eli quando soube do extravio da arca e da morte do sogro e marido deu a luz a um filho e quando morria sem forças pronunciou o nome da criança “Icabode”, descrevendo o que seria a vida de Israel dai para frente, vida sem brilho e vitalidade.
Quando ocorre o desprezo da soberania do Espírito Santo a igreja ainda continua com aparência de vida, com ritos já consagrados e comportamentos instituídos, mas falta-lhe brilho e vitalidade. Tem aparência, mas não tem vida. Tem movimento, mas não tem dinamismo. Possui dinheiro mas falta o levanta-e e anda.
A soberania do Espírito precisa ser redescoberta e vivenciada pela igreja no sec. XXI.  A igreja precisa reagir aos regimes autocráticos que se perpetuam em seu seio. Caso contrário mais sofrimento e descredito se apresentarão para a igreja.
Pastores, reajam bem a soberania do Espírito! Aguardem pela voz do Senhor da seara em oração e paciência. Deus será glorificado.

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

18 janeiro 2016

Pastor JOSÉ REGO DO NASCIMENTO FALECEU

Pastor JOSÉ REGO DO NASCIMENTO FALECEU

Mais uma das colunas da Renovação foi chamada aos céus.

Com pesar lamentamos a partida do Pr. José Rego do Nascimento, pai do Pr. Zezinho, que faleceu neste dia 18 de janeiro, às 06h 30m. Atualmente ele residia em Belo Horizonte, MG. Ele foi um dos servos do Senhor, que foi uma das colunas do Evangelho e da Renovação Espiritual nesta nação.

Neste momento, os céus jubilam pela chegada de um dos príncipes do Senhor.

Fico a imaginar o reencontro do Pr. Rego com Enéas Tognini, Elias Brito, Ageu Bandeira, Rosilvado de Araújo, Renê Feitosa, Ilton Quadros, Silas Leite, Lucy-Mar Campos, Joel Ferreira, e tantos outros, incluindo D. Rosaly Appebly, é claro; numa grande celebração dizendo: Valeu à pena obedecer à voz do nosso Deus.

À família Rego e a todos os Batistas Nacionais, que neste momento de luto são tomados por um sentimento de pesar e orfandade, nosso abraço e as mais sinceras condolências em nome da Convenção Batista Nacional.

Pr. Edmilson Vila Nova
Presidente Nacional da CBN

Em Cristo, hoje e sempre, a serviço do Reino.

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

08 janeiro 2016

Não Dirás Falso Testemunho Contra o Teu Próximo


Não Dirás Falso Testemunho Contra o Teu Próximo

James Anderson
“Que é a verdade?” A pergunta de Pilatos refletia mais um saturado ceticismo para com a própria idéia de verdade do que uma séria indagação filosófica. Quão trágico é que um homem incumbido de assuntos de vida e morte expresse uma atitude tão cínica. E quão diferente deve ser a atitude dos cristãos, os quais Jesus descreveu como aqueles que são “da verdade” (João 18.37).
O supremo valor da verdade é evidenciado pela presença do nono mandamento no Decálogo: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êxodo 20.16). O mandamento está mais imediatamente preocupado com a veracidade no contexto judicial. Deuteronômio 19.15-21 dá instruções sobre o testemunho em processos criminais. Uma única testemunha é insuficiente para lastrear uma acusação; deve haver duas ou três testemunhas (Deuteronômio 17.6; ver também Mateus 18.16; 2 Coríntios 13.1; 1 Timóteo 5.19). Se houver qualquer dúvida acerca da integridade de uma testemunha, os juízes devem “inquirir com diligência” e, se for descoberto ser ela uma “falsa testemunha” (no hebraico, eid-shek-er – o mesmo termo usado em Êxodo 20.16), ela deve receber a mesma pena que seria aplicada ao acusado. Assim, o perjúrio acarretava a máxima pena capital sob a lei mosaica.
Uma das razões para a proibição do falso testemunho é que a justiça pressupõe a verdade. Se a justiça há de ser realizada em uma corte judicial, todos os fatos relevantes ao caso devem ser conhecidos, o que pressupõe que as testemunhas falem “a verdade, toda a verdade e nada além da verdade”. Justiça significa que o acusado tem direito à verdade, independentemente de sua culpa ou inocência. O oitavo e o nono mandamentos estão intimamente ligados: dizer falso testemunho é uma forma de furto; é reter o que é licitamente devido a alguém. Um princípio semelhante se aplica à difamação: causar dano à reputação de alguém é furtar-lhe uma preciosa possessão (Provérbios 22.1; Eclesiastes 7.1).
Obviamente, o nono mandamento não se restringe aos tribunais de justiça. Como o restante da Escritura torna abundantemente claro, dizer a verdade é um dever moral fundamental e ser honesto é uma virtude moral básica. Os justos são caracterizados pela veracidade – com efeito, eles “amam a verdade” (Zacarias 8.19) –, ao passo que os ímpios têm “lábios mentirosos” (Salmo 31.18; 120.2; Provérbios 10.18; 12.22; ver também Salmo 101.7; Provérbios 12.17; Jeremias 9.5; Oséias 4.1-2). Uma das maneiras pelas quais amamos o nosso próximo é falando-lhe a verdade (Efésios 4.15, 25).
Por que dizer a verdade é tão importante? Como sempre ocorre na ética cristã, a resposta é fundamentalmente teológica. Deus é “o Deus da verdade” (Isaías 65.16). A verdade é um atributo essencial de Deus e da sua Palavra (João 4.23-24; 14.17; 15.26; 16.13; 17.17; 2 Timóteo 2.15; Tito 1.2; 1 João 4.6; 5.6). Em contrates, mentir reflete o caráter de Satanás e daqueles que o seguem (João 8.44; 1 Timóteo 1.10; 1 João 2.22; Apocalipse 21.8). Uma vez que somos criados à imagem de Deus, planejados para refletir o seu caráter, devemos falar a verdade assim como Deus fala a verdade. O nono mandamento, não menos do que o sexto, se sustenta na doutrina da imago Dei.
Embora a maioria dos Dez Mandamentos seja apresentada de forma negativa (“Não...”), cada um tem tanto uma aplicação positiva quanto uma negativa; cada um contém um “faça” assim como um “não faça”. Guardar o nono mandamento não é meramente uma questão de evitar afirmações falsas. Como reconhece o Breve Catecismo de Westminster na P&R 77, o mandamento também exige que ativamente busquemos e promovamos a verdade em todas as nossas tratativas com os outros.
Promover a verdade envolve muito mais do que simplesmente fazer afirmações verdadeiras. É perfeitamente possível enganar alguém sem lhe dizer uma única falsidade. Se eu escrevesse um relatório sobre alguém e enfatizasse suas imperfeições e falhas, enquanto ignorasse quaisquer pontos de valor ou virtude, cada frase no relatório poderia muito bem ser verdadeira, mas, considerado no todo, ele não promoveria a verdade. Promover a verdade significa dar uma descrição globalmente justa e acurada de como as coisas de fato são – mesmo quando isso vai contra os nossos próprios interesses. Semelhantemente, nós devemos falar a verdade com um grau apropriado de exatidão, nunca nos amparando em vaguezas, ambigüidades ou subterfúgios para obscurecer a verdade por motivos egoístas ou para fugir da responsabilidade por nossas palavras. Em suma, promover a verdade significa amar a verdade – não por causa dela mesma, meramente, mas movidos por um sincero amor por Deus e pelo próximo.
Numa época em que a confiança em figuras públicas está em crescente declínio, em que os meios de comunicação borram a linha entre notícia e publicidade, em que o termo spin se tornou lugar-comum[1] e em que o pós-modernismo erodiu o próprio conceito de verdade, é imperativo que os cristãos se coloquem à parte da cultura ao redor, como um povo marcado pela honestidade, integridade e fidelidade. Devemos ser pessoas de palavra, precisamente porque somos o povo da Palavra.
“Que é a verdade?” é uma questão filosófica importante, a despeito do cinismo de Pilatos. Mas uma questão ainda mais importante pode ser feita: “Quem é a verdade?”. O homem que estava perante Pilatos já havia dado a sua resposta (João 14.6). Se nós invocamos o nome de Cristo, nossas tratativas tanto com crentes como com incrédulos devem corroborar a nossa confissão. Apenas se formos conhecidos por dar testemunho verdadeiro é que poderemos fielmente dar testemunho da Verdade.
Notas:
[1] N.T.: Em relações públicas, spin é uma forma de propaganda, realizada por meio de uma interpretação enviesada de um evento, o que pode incluir o uso de táticas maliciosas, enganosas e altamente manipulativas.
Doli Deo Gloria
Pr. Luiz Fernando R. de Souza