11 setembro 2014

UMA FÉ VERDADEIRA

Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida.
 Para Um grande percentual de cristãos, Cristo não é verdadeiro nem real e na maioria das vezes não passa de um ideal. Professam uma experiência com Cristo, mas agem de maneira que não fosse. Mas a nossa real posição somente pode ser manifestada através do modo como agimos e não pelo que dizemos.
A única maneira de provarmos nossa fé é por meio do compromisso que mantemos com ela. Nos dizeres de A. W. Tozer: “Toda fé que não se impõe sobre aquele que a detém, não é uma crença real é uma pseudocrença”.
Quando a vida pede comportamentos, em suas várias nuances, uma pseudocrença não se sustenta diante de seus rigores, e mesmo Deus nos leva a circunstâncias onde nossa fé é provada. Tiago, em sua carta, nos diz que a fé depois de ser provada gera paciência e a paciência nos leva à perfeição e completude de vida. O termo utilizado por Tiago para “prova da fé”, no grego, é o mesmo usado para purificação de metais, dentre eles o ouro. O ouro quando purificado tem seu valor realçado.
É prática entre os cristãos o acomodamento confortável diante da admissão das verdades do cristianismo, sem contudo permitirem que essa fé professada se imponha sobre seus compromissos, comportamentos e cosmovisão, ou seja, as implicações da fé, no dia-a-dia do cristão, não atingem suas práxis de vida, assim sendo, os cristãos se tornam teóricos da fé e não praticantes operosos da mesma. Via de regra arranjamos um lugar para Deus em nossos corações e mentes onde nos sentimos seguros de ter uma crença no transcendente, mas sem deixar este transcendente ditar as normas de nossas vidas, cumprindo-se aquilo que disse o Senhor Jesus: "E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?"
As implicações da fé em Cristo devem atingir nossa cosmovisão, nossa ética profissional e pessoal, nossas decisões, enfim, deve permear toda nossa existência. Agindo assim, com uma falsa fé, vivemos de tal modo que não dependemos mais do Senhor e não o incluímos em nossas decisões. Planejamos tudo, formamos estratégias e depois de tudo feito, oramos para que o Senhor abençoe. A fé não verdadeira sempre dá um jeito de não incluir Deus ou sempre tem o plano B caso Deus falhe. Ao contrário, quando a fé permeia nossas vidas, somente teremos uma saída e um caminho, não teremos alternativas e o que passar disso é o caos. Os três companheiros de Daniel não tinham um plano B quando foram confrontados pelo Rei de Babilônia e quando estavam diante da grande decisão diante do Rei disseram: “Quanto a dobrar os joelhos diante da estátua de ouro não temos nada a discutir, ou Deus nos livra ou morreremos, mas não dobraremos diante da estátua”. A regra áurea é buscarmos em primeiro lugar o Reino de Deus.
A fé não verdadeira não passa de crença verbal e o possuidor de tal fé se esforça para que não tenha de depender de Deus em suas decisões e arranjos na vida. Duro será quando tivermos nas fronteiras da vida e percebermos que não cultivamos uma fé verdadeira, para nos sustentar diante das duras provas. A morte é o momento derradeiro e nada poderá tomar o lugar da fé verdadeira nesta hora. Riquezas, sonhos, cultura, poder, status etc. nada preencherá o vazio existencial deixado pela fé não verdadeira.
Precisamos convidar e permitir que o Senhor nosso Deus nos leve a céu aberto para desnudar nosso falso modo de vida e nos capacitar em segurança quando mais nada restar. Pode ser um amargo remédio, mas nos curará da falsa fé agora.
Paulo nos diz em II Tm. 1:5 “Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há”.

Soli Deo Gloria


Pr. Luiz Fernando R. de Souza