21 outubro 2011

OS EVANGÉLICOS E A REVOLUÇÃO MORAL GAY


Albert Mohler Jr.

Dr. Albert Mohler é o presidente do Southern Baptist Theological Seminary, pertencente à Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos; é pastor, professor, teólogo, autor e conferencista internacional, reconhecido pela revista Times como um dos principais líderes entre o povo evangélico norte-americano. É casado com Mary e tem dois filhos, Katie e Christopher.

A igreja cristã tem enfrentado muitos desafios na sua história de 2000 anos. Mas agora está enfrentando um desafio que sacode seus alicerces: o homossexualismo.

Para muitos observadores, isso parece estranho e até mesmo trágico. Por que os cristãos não podem simplesmente unir-se à revolução?

E não se enganem, é uma revolução moral. Como o filósofo Kwame Anthony Appiah da Universidade de Princeton demonstrou em seu recente livro, "The Honor Code" (O Código de Honra), as revoluções morais geralmente permanecem por longos períodos. Mas isso é difícil de acontecer com o que temos testemunhado na questão do homossexualismo.

Em menos de uma simples geração, o homossexualismo passou de uma coisa que era quase universalmente entendida como pecado, para outra que está sendo declarada equivalente à moral da heterossexualidade — e merece tanto a proteção legal quanto o encorajamento público. Theo Hobson, um teólogo britânico, argumenta que isto não é exatamente o enfraquecimento de um tabu. Pelo contrário, é uma inversão moral que acusa aqueles que defendem a antiga moralidade de nada menos que "deficiência moral".

As igrejas e denominações liberais facilmente escaparam dessa situação desagradável. Simplesmente se acomodaram à nova realidade moral. Agora o padrão está estabelecido. Essas igrejas discutem o assunto com os conservadores argumentando que mantêm a antiga moral e os liberais defendendo que a igreja deve se adaptar ao que é novo. Finalmente, os liberais ganharam e os conservadores perderam. A seguir, a denominação consagra abertamente os candidatos gays ou decide abençoar as uniões entre pessoas do mesmo sexo.

Esse é um caminho pelo qual os cristãos evangélicos comprometidos com toda a autoridade da Bíblia não podem tomar. Uma vez que cremos que a Bíblia é a palavra de Deus revelada, não podemos nos acomodar com essa nova moralidade. Não podemos fazer de conta que não sabemos o que a Bíblia ensina explicitamente, que todos os atos homossexuais constituem pecado, o que acontece em todo o comportamento sexual humano fora da aliança do casamento. Cremos que Deus revelou um padrão para a sexualidade humana que além de apontar para o caminho da santidade, também indica a verdadeira felicidade.

Portanto não podemos aceitar os sedutores argumentos que as igrejas liberais adotaram tão rapidamente. O fato de que o casamento entre pessoas do mesmo sexo agora é uma realidade legal em diversos estados significa que devemos futuramente estipular que seguimos as Escrituras para definir o casamento como a união de um homem e uma mulher — e nada mais.

Fazemos isso sabedores de que antes, em nossa sociedade, muitos partilhavam das mesmas pressuposições morais, mas agora um novo mundo está surgindo rapidamente. Não precisamos ler as pesquisas e as avaliações, tudo o que temos de fazer é conversar com os nossos vizinhos ou assistir a entrevistas culturais.

Nesta situação cultural muito desagradável, os evangélicos devem se declarar dolorosamente explícitos de que não falamos sobre o pecado da homossexualidade como se nós não tivéssemos pecado. Na verdade, é exatamente porque nos reconhecemos pecadores e sabemos da necessidade de um salvador é que viemos a crer em Jesus Cristo. Nosso maior temor não é que a homossexualidade seja normatizada e aceita, mas que os homossexuais não reconheçam sua própria necessidade de Cristo e do perdão dos seus pecados.

Esta não é uma preocupação que seja facilmente expressa aos poucos. É no que verdadeiramente acreditamos.

Ficou abundantemente esclarecido que os evangélicos falharam de tantas maneiras na solução deste desafio. Temos com freqüência falado sobre a homossexualidade de maneira crua e simplista. Falhamos em reconhecer que a sexualidade define claramente que somos seres humanos. Falhamos em reconhecer o desafio da homossexualidade como questão evangélica. Somos aqueles, afinal, que supomos saber que o Evangelho de Jesus Cristo é o único remédio para o pecado, a começar do nosso próprio.

Minha esperança é que os evangélicos estejam agora prontos para assumir este desafio de uma maneira nova e significativa. Realmente não temos escolha, pois estamos falando de nossos próprios irmãos e irmãs, nossos próprios amigos e vizinhos, ou talvez os jovens nos bancos ao lado.

Não podemos escapar do fato de que estamos vivendo no meio de uma revolução moral. Entretanto, não é apenas o mundo que nos rodeia que está sendo testado, mas também a igreja cristã. Precisamos descobrir quanto cremos no Evangelho que tão impetuosamente pregamos.

Traduzido por: Yolanda Mirdsa Krievin
Copyright:
© R. Albert Mohler Jr.
©2011 Editora Fiel

Traduzido do original em inglês: Evangelicals and the Gay moral Revolution. Publicado originalmente no site: www.albertmohler.com

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

13 outubro 2011

TROCAR DE DENOMINAÇÃO, O QUE É ISSO?

não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia”. Hb. 10:25.

Uma das características da pós-modernidade é o desvinculamento total do homem. Este não finca mais raízes em lugar algum. Seus compromissos são consigo mesmo e seu bem estar. Essa tendência é uma marca dos nossos dias. O mundo, com essa tendência, entrou no arraial dos cristãos. Vemos um grande movimento migratório entre os cristãos. Quero salientar que isso é mundanismo. O cristão que seguir essa tendência está comprometendo sua lealdade a Cristo e Sua Obra. Muitos acham natural sairem de uma igreja e migrar para outra e de denominação diferente, mas não é. Creio que um dos motivos seja a insatisfação consigo mesmo. Daí a tendência em transferir para a igreja local essa insatisfação, achando assim um culpado para suas crises existências. Ao invés de buscarem um conserto com Deus e Sua Palavra, trocam de igreja achando que assim terãoá resolvido seus problemas de insatisfação. A tentativa de recomeçar em outro lugar traz consigo a sensação de novidade e parece gerar uma nova disposição em relação à causa de Deus. Só que esses sentimentos camuflam a realidade que está viva e latente no seu interior. Não é trocando de igreja várias vezes na vida que encontraremos aquilo que buscamos, mas permanecendo e revitalizando nosso pacto com o Senhor Jesus.

A troca só se justifica quando encontro pecado em minha congregação local, mesmo assim deveria lutar em oração para que Deus mudasse. Quando existe uma liderança intransigente a mudança é menos prejudicial ou quando mudo de endereço indo para outra cidade. Mas mudar de igreja sem um motivo sério e dentro da Palavra constitui-se em perda de vida. Há pouco tempo, conversando com uma ovelha de outra igreja, ouvi que este irmão sairia de sua igreja local porque sua esposa havia conhecido um grupo de senhoras de outra denominação e queira ir para lá. Indagado sobre o que deveria ser feito disse: irmão, vou citar Heb. 10:25. Então acrescentei: você está há mais de 10 anos em sua igreja e vai para outra denominação? Você abrirá mão de tudo o que aprendeu ao longo desses anos? É como se você dissesse que foi enganado, defraudado e que mentiram para você ao longo desses anos. Além do mais, disse, você dará um péssimo exemplo de liderança em sua casa. Sua mulher vai entender que pode manipular você quando quiser, e para isso basta pressioná-lo. Seus filhos saberão quem realmente é o chefe e o sacerdote da família. Você terá que se conformar com novas doutrinas e abandonar aquelas que você aprendeu e que já tem como verdadeiras. Que contradição! Sem falar que isso é contrário à vontade de Deus. Você poderá incorrer em pecado, pois, não está se preocupando com a vontade de Deus, mas somente com suas necessidades. Muitos mudam de igreja alegando que seus filhos não se adaptaram e para não perder os filhos precisam trocar de igreja. Fico me perguntando se agem assim com a escola secular ou quando compram uma casa nova em outro bairro? Essa peregrinação no meio evangélico somente traz prejuízo para todos. Ninguém consegue se firmar em congregação alguma, laços são desfeitos abruptamente e fica evidente que doutrina não importa para tais pessoas conquanto que elas tenham seus desejos atendidos. Pouco tempo atrás apresentou-se em nossa igreja uma família que vinha de uma igreja Presbiteriana. Pariticparam de uns 04 cultos e demonstraram desejo de se membrar na igreja. Perguntei-lhe de qual denominação vinham. Então lhes disse: Há 04 quarteirões de nossa igreja existe uma igreja Presbiteriana. Sugiro-lhe que frequente lá por um mês. Se não se adaptarem voltem e trataremos do assunto membresia. Voltaram para agradecer a indicação. Tinham se dado muito bem lá na outra igreja. Se houvesse de minha parte um desejo ardente por membros a qualquer custo, talvez tivesse impingido um fardo pesado sobre aquela família, pois, implicaria em trocar de denominação e assumir doutrinas que eles não conviviam.

Precisamos ser fortes diante dessas ondas de mundanismo. Precisamos repensar nosso compromisso com Deus, que se expressa na igreja local. Deus tem colocado pessoas em locais específicos com um propósito.

Antes de trocar de igreja/denominação tenha convicção que é vontade de Deus. Assim haverá glória para Seu Nome.

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza