23 novembro 2010

CRIANÇAS PRECISAM DE LIBERTAÇÃO? NÃO!

CRIANÇAS PRECISAM DE LIBERTAÇÃO? NÃO!

Deparei-me com um artigo publicado em alguns sites e blogs sobre libertação de crianças que variam em idades de zero a 17 anos. Na entrevista dada por um apóstolo especialista em libertação de crianças, a estes meios virtuais de comunicações, fica claro que para estas pessoas, mesmo aqueles que já tiveram um encontro salvador e libertador com o Senhor Jesus Cristo ainda precisam de libertação. Fiquei a me perguntar se uma criança com dias de nascida precisa de libertação espiritual? Parece-me, para quem advoga tal aberração, que a ou na gestação deve-se ter dado brecha para que o diabo possuísse tal criança ou a atormentasse no útero e ou pós parto. Tentam explicar os possíveis ataques de Satanás sobre as crianças dizendo que os pais tiveram comportamentos não ortodoxos com os filhos e daí estes ficaram vulneráveis no mundo espiritual. Assim sendo, jogam no lixo todo conteúdo humano das crianças, pois, desprezam completamente as influências emocionais que os pais exercem sobre os filhos. O pior é atribuir essa influência emocional dos pais sobre os filhos como atuação demoníaca. Ai ficamos totalmente à deriva de toda sorte de afirmações irracionais.

Tais posturas assumidas em libertação nunca encontram bases bíblicas, mas sempre estão fundamentadas em experiências tidas na vida. Eis o que disse tal apóstolo sobre o início de seu ministério libertador de crianças: “Uma criança de apenas quatro anos estava fora de si e endemoninhada. A força que ela tinha era tão descomunal e desproporcional que três professoras que tentavam controlar a situação sequer conseguiam segurá-la. Impelido quase que à força pela urgência da circunstância, sentiu-se coagido a agir e a fazer algo pelo próprio bem da criança. Ali mesmo, sem qualquer experiência em situações desse tipo, mas movido pela compaixão, ele a tomou no colo e começou, brandamente, a expulsar o espírito que a estava atormentando, enquanto dirigia-lhe palavra de amor e carinho. Mal havia terminado a ministração e a libertação, ele ouviu a sentença divina em alto e bom som: “Faça o mesmo com os outros.” Começava aí o ministério de libertação infantil para o qual estava sendo chamado”.

Tudo começou com a audição de uma sentença divina “Faça o mesmo com os outros”. O que me preocupa é que somente uma sensação basta para se criar qualquer coisa no meio evangélico. Será que foi Deus quem falou? Se foi Deus quem falou existe base em Sua Palavra?

Na entrevista o “apóstolo” confunde o psicológico com o espiritual. Para ele aquilo que é meramente psicológico pode se transformar em algo como ataques demoníacos ou mesmo possessão. O que deve ser tratado como emocional vira uma catástrofe espiritual.

Na mente de tais pessoas ainda persiste a idéia de que filmes podem ser instrumento do diabo para endemoninhar as pessoas e principalmente as crianças. Isso não foge à velha ladainha do Sr. Josué Yrion que chega a dizer que os bonecos do Barney são usados em sacrifícios e para comer cadáveres em San Francisco e o mesmo ainda fala sobre a demonização da Disney etc.

Para confirmar o que digo veja esta pérola do saber espiritual do apóstolo: “Desde desenhos animados (endemoniados) que infestam a televisão, até a simples coleção de figurinhas como Dragon Ball, e jogos de RPG, Games de modo geral. Hoje principalmente na Educação, estamos tendo todo o tipo de principado se manifestando, colocando-se no currículo escolar, e as crianças são conduzidas a leituras de livros sobre Bruxaria, Feitiçaria, etc, com a finalidade de iniciá-las em tais práticas”.

Um sensacionalismo barato e esdrúxulo impera no meio evangélico. Isso é adoecedor e vem se transformando em uma ditadura emocional e espiritual. Tais ensinos têm roubado a infância das crianças e incutido um medo exacerbado nas mesmas, pois, seus pais compram gato por lebre e repassam suas neuras aprendidas em seminários e “estudos bíblicos” para seus filhos, castrando-os de um processo de crescimento natural que envolve a fase da infância. O pior é que estes libertadores criam escolas e repassam seus desequilíbrios emocionais para outros em várias igrejas, que por sua vez se tornam multiplicadoras desse processo doentio. Ainda, somente esses libertadores possuem a chave para completar a salvação e libertação “iniciada por Cristo” na cruz. Sim, para estes o que Cristo fez na cruz foi somente iniciar a salvação e libertação e eles estão ai para concluí-la. Eles possuem o conhecimento especial que produz libertação para adultos e crianças.

Existe outra coisa que me traz grande apreensão é o fato de megas igrejas trazerem tais ensinos para seus currículos doutrinários, chegando ao ponto de criarem ministérios de libertação infantil em seus meios. Isso traz desajustes emocionais nas crianças ao longo dos anos. Não devemos estranhar se tais crianças ao chegarem à adolescência ou saindo dela não estejam mais nas igrejas. Quando perceberem a grande falácia a que foram submetidas se rebelarão contra tudo e todos. Ai sim, os pais verão a face negra do mal em suas vidas. Ensinar a criança no caminho que deve andar é levá-la a ter temor do Senhor, a ter uma infância natural e sadia como as demais, a mostrar a maravilhosa Graça de Jesus e seu grande amor. Nós pais devemos oferecer um lar equilibrado para nossos filhos, isento de fobias diversas, com amizades bem constituídas e uma cosmovisão sadia.

Crianças não precisam de libertação espiritual. “deixai vir a mim a criancinhas porque delas é o Reino dos céus”, disse o Senhor Jesus.

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

19 novembro 2010

MANIFESTO EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA

UNIVERSIDADE MACKENZIE: EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA

A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.

Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).

Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.

Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 [LINK http://www.facebook.com/l/d996dCySFR6ZPiNRmHSufXea4iw;www.ipb.org.br/noticias/noticia_inteligente.php3?id=808] e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.

Este manifesto é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro.
Para ampla divulgação.


Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

09 novembro 2010

COMUNHÃO, UMA BENÇÃO EM EXTINÇÃO


Sl. 133 “1 Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.2 É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. 3 Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre”.

Diante do volume de atividades e informações que vivenciamos a cada dia, ouvíamos com mais frequência as afirmativas: “Pastor não tive tempo de ir à igreja ou Não deu Pastor, estava muito ocupado naquele dia. Outros dizem: A semana foi muito puxada e não deu para ir, pois, estava muito cansado.
A Bíblia diz que é inútil o homem se levantar de manhã e dormir muito tarde tentando ganhar a vida, pois, se Deus não nos agraciar tudo será em vão. Mas foi-nos passada a idéia que tudo depende do nosso esforço e este esforço atualmente não pode ser menos do que 110%. Creio que o esforço é necessário em tudo o que fazemos, mas sem a graça de Deus tudo será vaidade, que pela Bíblia é correr atrás do vento. Outros procurando encontrar alívio psicológico e acalmar suas emoções e sentimentos se prostram diante da televisão e depois dizem aliviados: Assisti ao programa tal do pastor tal, foi uma bênção. Tudo isso pode parecer razoável, mas não substitui o culto prestado a Deus no ajuntamento solene da comunidade de fé. Hoje em dia já estão vendendo kit para Ceia do Senhor e já tem igreja incentivando a participação da Ceia via televisão como se isso fosse bíblico. Como instituição a Ceia é da igreja local e somente deve ser praticada dentro da comunhão da igreja. Para os Batistas não existe Ceia isolada, ela é para os santos na comunhão da comunidade da fé. Ninguém deve praticar tal ordenança/sacramento isoladamente. A Palavra de Deus nos incentiva a estarmos juntos, presentes e participantes dos cultos a Deus. O salmista expressa com exatidão a comunhão dos santos. Ele diz que é bom e suave os irmãos viverem em união. Ele destaca o fato do frescor que essa comunhão proporciona, pois, usa a figura do orvalho de Hermon que desce sobre o monte de Sião. Quando não damos valor ao culto a Deus, realmente não damos valor a Deus. É no culto que Deus nos fala e abençoa. A Palavra é pregada e isso desencadeia libertação e crescimento. Deus se entroniza o meio dos louvores do seu povo (Sl. 22:3) e a comunhão dos cristãos é vivida com propriedade.
Não devemos praticar economia de comunhão. Comunhão deve ser vivida com eloquência, fartura e fluidez. Quanto mais melhor e quanto melhor mais deve ser o seu fluir. Estamos impondo sobre nós e outros uma dieta extravagante de comunhão. Estamos empobrecendo a vida da igreja.
Necessário se faz romper com hábitos negativos que nos afastam dos cultos a Deus. Precisamos priorizar os cultos a Deus e não deixarmos para quando der. Essa postura cobrará juros altíssimos dos cristãos que assim agem. Quando precisarem da firmeza da fé, do incentivo da Palavra, do poder do Espírito Santo, poderão se surpreender com suas fraquezas, indiferenças, friezas e mornidão espiritual.
O Salmos nos diz que ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.
Ali na comunhão dos santos.
Que possamos renovar nossa dedicação ao Senhor e honrá-lo no meio da congregação dos santos.

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza