29 outubro 2010

SEGURANÇA EM MEIO AS CRISES DA VIDA


SEGURANÇA EM MEIO AS CRISES DA VIDA

Rm. 8:35-39

Às vezes pensamos e mesmo sentimos que estamos totalmente desamparados. Deus não nos ouve, nossas orações parecem vazias e ficamos sem sustentação psicológica. Os problemas do dia-a-dia nos roubam a real perspectiva do nosso relacionamento com Cristo

Por não encontrarmos rápidas respostas para os problemas e os encararmos como grandes demais, julgamos que estamos ilhados, desamparados e um sentimento de desassossego emerge de nossa alma.

Nos evangelhos encontramos os discípulos em pânico com o mar agitado e se preocupando tanto com o mar e suas fortes ondas que esqueceram que o Senhor Jesus estava no barco juntamente com eles.

Ao acordarem o Senhor Jesus eles estavam simplesmente reconhecendo que não percebiam a miopia espiritual reinante em suas vidas.

A visão distorcida das crises da vida nos faz esquecer ou mesmo subdimencionarmos a presença de Cristo em nós, bem como seu terno cuidado.

Para Ele não existe crise, dificuldade ou situação que seja por demais complicada.

O apóstolo Paulo nos faz lembrar que nada nos poderá separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus.

Ele usa linguagem enfática quando diz que nem a morte, nem seres espirituais, nem qualquer circunstância ou criatura, poderá nos separar do Senhor Jesus.

A Palavra de Deus é enfática em dizer que os verdadeiros cristãos estão seguros em Cristo. Paulo chega dizer que nossas vidas estão escondidas em Cristo (Col. 3:3).

Já abrimos as portas das nossas vidas para Ele e podemos descansar porque Cristo é maior que nossas dificuldades.

Devemos enfatizar, todos os dias, a grandeza de Cristo. Precisamos lembrar que por passarmos por crises, em vários níveis, Ele não vai embora.

Cristo é suficiente, para nós, em qualquer situação.

SE DEUS É POR NÓS, QUEM SERÁ CONTRA NÓS?

Solio Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

08 outubro 2010

A BENÇÃO DO DESAPEGO


Um dos grandes desvirtuamentos originados do iluminismo, com sua ênfase no homem e na razão, foi a necessidade de ter. O possuir passou a ser o mote social. Quando Marx diz que o trabalho transforma o homem e este transforma o meio, ele consolidou a ênfase dita. Daí para frente presenciamos um avanço do homem sobre o meio ambiente com ajuda da revolução industrial que começara anos antes e vimos nascer uma necessidade altamente dolorida, o apego.

Nossa sociedade está tão apegada aos meios de produção e ao produto realizado que impôs sobre o homem a mentalidade que sem possuir nada é. Hoje alinhado com essa tendência de ter está o fazer. O homem buscar através do fazer o ter. Isso reduz o homem a um mero mecanismo autômato dentro do sistema e totalmente alienado dos grandes princípios da vida.

Como o homem precisa ter para se realizar então é gerada uma dor e um sentimento desgastante que é o apego. O apego está por trás de grande parte do sofrimento do homem moderno. Sabe que mesmo que possua muito um dia ficará sem nada ao se deparar com a morte e a presença dAquele a que tudo pertence.

Quando deixamos o princípio bíblico de “Possuir tudo sem ser dono de nada” entramos nesta espiral descente do apego. Lutamos para preservar aquilo que conquistamos, lutamos sem nos dar conta que quando algo nos é tirado a dor é quase insuportável. Quantos crimes são cometidos entre casais por não haver disposição de repartir patrimônio? A violência aumenta assustadoramente não somente por causa da pobreza, mas porque está no inconsciente de toda uma geração a necessidade de tudo ter sem nada perder ou repartir. A valorização do homem tem si dado pelo patrimônio que possui. Hoje filhos pedem para pais não pararem seus carros em frente à escola, pois, os mesmos são velhos ou possuem modelos desatualizados. Estes jovens estão apegados à estética somente e assim gabam-se de nada. Ter uma roupa de marca é sinal de destaque de atratividade.

O apego traz sofrimento, aprisionamento e baixa qualidade de vida. A melhor maneira de vivermos esta vida maravilhosa é o desapego. Saber que enquanto vivermos neste mundo nada mais somos do que mordomos/gerentes daquilo que o Criador nos emprestou. O apóstolo Paulo disse em II Cor. 6:10 “... como nada tendo, e possuindo tudo”. Exatamente isso. Paulo vai nos dizer em I Cor. 3:22-23 “tudo é vosso, vós sois de Cristo e Cristo de Deus”.

Com isso não estou incentivando a preguiça, a falta de vitalidade para o crescimento pessoal e na obra de Deus, mas sim colocando as coisas em patamares razoáveis.

Muitos se apegam a família, bens, trabalho, posição social etc. Nada destas coisas são permanentes em si mesmas. Famílias são destruídas ou esfaceladas por mortes ou separações, bens perdem valor ao longo do tempo ou são mal negociados, trabalho é algo altamente instável e posição social nada é. Acredito que precisamos enxergar a vida como uma dança. Ela se mostra diferente a cada momento e precisamos aprender a dançar a dança da vida. Livres em cada situação. Se precisar mudar de cidade ou emprego isso precisa ser visto como oportunidade não como pequenas mortes. Se um bem foi perdido ou deformado preciso entender que é somente um bem não uma vida inteira. Se a perda se apresentar com sua face mais negra, preciso me alegrar no tempo que tivemos de convívio e nas boas lembranças das coisas e momentos significativos que vivemos.

Tudo é de Deus. A vida é de Deus. As oportunidades são de Deus. Então, somos somente gestores de tudo isso. Precisamos fazer o melhor para glória de Deus e trazer para nossas vidas uma das máximas de Paulo "sei estar contente em toda e qualquer situação".

Apegar-se, somente a Cristo, pois, Ele é eterno, justo e verdadeiro.

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

01 outubro 2010

CASAMENTO


Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.

De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"

Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.

Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possivel. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus examos no próximo mês e precisava de um ambiente propício para prepar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.

Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio" ,disse Jane em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".

Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia...Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.

A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!


UM CASAMENTO CENTRADO EM CRISTO É UM CASAMENTO QUE DURA UMA VIDA TODA.

Fonte.: email recebido pela internet

SOLI DEO GLORIA

PR. LUIZ FERNANDO R. DE SOUZA