28 maio 2010

SEMINÁRIO DE ATIVAÇÃO PROFÉTICA - MAIS UMA!

"Bem-vindo,
Estes são tempos de uma importância profética extrema sobre as nações da terra onde o Senhor está levantando um exército de “águias proféticas” que vivem nas alturas (dimensão
sobrenatural do Reino dos Céus), e dessa maneira governam desde os Céus (assentados nas regiões celestiais ) e são predadores de serpentes na terra (tem autoridade para pisar serpentes e escorpiões e toda força do inimigo).

Neste seminário seremos profeticamente ativados na dimensão sobrenatural e receberemos as estratégias proféticas para desfazer as obras do diabo sobre o território em que nos encontramos. Por isso, os anjos de Deus tocam as suas trombetas e convocam a todas as águias do norte, sul, leste e oeste de nossa nação a se ajuntarem nesses dias a fim de serem treinados e adestrados a levarem o grande e verdadeiro mover profético do Reino de Deus ao redor da terra".

Realmente a simplicidade da Palavra de Deus foi totalmente abandonada. Levar o povo de Deus a crer em algo tão estapafúrdio é no mínimo desprezar completamente a racionalidade. É crer que Deus tem revelado algo totalmente novo para este tempo. Isso contradiz a Palavra em 100% por cento. É crer que se é muito especial para ter uma nova revelação e consequentemente ter autoridade para implantar estas coisas. Qualquer estudante de psicologia vai nominar estas coisas de NPD. Megalomania é um transtorno de personalidade onde a pessoa se vê acima das demais capaz de realizar coisas grandiosas. Megalomania é normalmente entendido como um comportamento mental caracterizado por um excessivo desejo de poder e de glória, é ilusório sentimento de onipotência . Este último pode ser expressa na forma psicopatológica de delírio de grandeza". 1

É preocupante esta forma de comportamento, pois, adoece quem ouve e fomenta uma expectativa interminável. Gostaria de analisar alguns pontos da fala do pretenso "apóstolo". Quero ressaltar que não conheço tal pretenso "apóstolo" pessoalmente e somente pondero idéias.

1 - "Estes são tempos de uma importância profética extrema sobre as nações da terra".

Se o apóstolo Paulo ouvisse uma coisa dessas diria ok? I. Tm. 1:4 "Nem se dêem a fábulas ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé; assim o faço agora". I Tm. 4:7 "Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas, e exercita-te a ti mesmo em piedade". II Tm. 4:4 " E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas". Pedro chega a dizer que são fábulas artificialmente compostas.

Tal afirmação por parte do pretenso "apóstolo" é sem fundamentação teológica e bíblica, pois, a escatologia do Novo Testamento apontava para um retorno de Cristo imediatamente, naquela geração. Para os escritores do Novo Testamento o tempo do fim já havia sido iniciado com a vinda de Cristo e para eles aqueles eram dias finais. Como pode esse pretenso "apóstolo" afirmar que esses dias em que vivemos são de extrema importância profética para as nações se vivenciamos o tempo do fim? Talvez queira dar um ar de urgência ou importância para sua fala. Tal afirmação é no mínimo infantil para não dizer inócua. Querem sempre trazer uma revelação diferente ou nova e assim querem conseguir se manter em evidência por algum tempo. Já percebeu que todos os anos tais "apóstolos" têm uma nova palavra profética? Ao terminar um ano ou no máximo no início do novo ano lá vem a palavra profética e sempre são coisas faraónicas, estratosféricas e megalomaníacas. Estou pensando em criar um banco de dados com tais palavras proféticas de depois tabular para ver o percentual de cumprimento de tais profecias. Com certeza será zero %.

2 - "onde o Senhor está levantando um exército de “águias proféticas” que vivem nas alturas (dimensão sobrenatural do Reino dos Céus), e dessa maneira governam desde os Céus (assentados nas regiões celestiais ) e são predadores de serpentes na terra (tem autoridade para pisar serpentes e escorpiões e toda força do inimigo).

Essa mania de dizer que os cristãos governam o mundo é algo ridículo. Não encontramos isso no Novo Testamento. Isso somente reflete esse transtorno de personalidade. Tais pretensos "apóstolos" nunca falam de humildade, mansidão, sofrer os danos, suportar as provas etc. Somente falam de conquistas, visões astronómicas e mirabolantes. Agora fico a me perguntar: Deus está levantando um exército de águias proféticas? Cristãos que vivem nas alturas? Que vivem na dimensão sobrenatural de Deus? Vale lembrar que a posição do cristão em Cristo é estar juntamente com Ele nas regiões celestiais, então Deus não precisa levantar ninguém nestas dimensões, pois, eles já estão lá. Só que o pretenso "apóstolo" se esquece que vivemos é neste mundo e a realização das regiões celestiais é o ainda não da teologia. Veja bem que a fala é esquizofrênica. Predadores de serpentes? Quando Cristo disse que pisaríamos serpentes e escorpiões, Ele estava somente encorajando a igreja a nada temer e fazer a obra de pregação do Evangelho rapidamente. Mas os megalomaníacos querem atribuir algo sensacional ao que é simples. Tais disfunções comportamentais somente levam a distorções bíblicas. Para tais profetas a batalha espiritual somente se dá lutando contra o Diabo e suas hostes. Quanta ignorância na Palavra! Existem outras dimensões onde essa batalha se dá, mas eles nada dizem e creio é que porque desconhecem. Esquecem-se que o diabo é criatura debaixo da vontade de Deus e que não pode fazer nada sem que o Senhor permita. Esquecem-se que Satanás já foi derrotado na cruz e que Cristo é o Senhor para todo sempre. Esquecem-se da Soberania de Deus.

3 - "Neste seminário seremos profeticamente ativados na dimensão sobrenatural".

Gostaria de perguntar: Onde está o botão para que eu aperte? Onde está a chave de ignição para esta ativação? Mais uma vez vem a fala descabida: Seremos ativados profeticamente. Parece que toda igreja dorme um sono letárgico. Parece que o pretenso "apóstolo" descobriu a roda em pleno século XXI. Isso somente traz para tais pessoas uma importância que elas não têm. Eles vão mostrar o segredo da ativação profética, pois, somente eles o conhecem, são especiais e os iniciados não o possuem. Isso cheira a gnosticismo puro. Os gnósticos, nos tempos apostólicos e pós apostólicos, afirmavam que haviam recebido um conhecimento especial de Cristo ou de seus apóstolos e assim podiam repassar isso para os outros cristãos, pois, os novos cristãos não o possuíam e precisavam receber diretamente deles. Eles eram os guardiões do conhecimento libertador ou promovedor. Vejo exatamente isto na fala do pretenso "apóstolo", gnosticismo. Tais pretensos "apóstolos" dizem que possuem o conhecimento secreto, talvez revelados a eles por Deus e somente eles podem repassar isso para a igreja. Paulo nos diz em Col. 2: 2-10 "Para que os seus corações sejam consolados, e estejam unidos em amor, e enriquecidos da plenitude da inteligência, para conhecimento do mistério de Deus e Pai, e de Cristo, 3 Em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência. 4 E digo isto, para que ninguém vos engane com palavras persuasivas. 5 Porque, ainda que esteja ausente quanto ao corpo, contudo, em espírito estou convosco, regozijando-me e vendo a vossa ordem e a firmeza da vossa fé em Cristo. 6 Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele, 7 Arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em ação de graças. 8 Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; 9 Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; 10 E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo o principado e potestade".

Que simplicidade de Paulo! Nada de ativação profética, conhecimento sobrenatural ou profecias abjetas. É assim que precisamos nos comportar.

4 - "e receberemos as estratégias proféticas para desfazer as obras do diabo sobre o território em que nos encontramos".
Que afirmação infantil. Tudo o que foi criado pertence a Deus. Não existem territórios que são dos demônios e outros não. Não existem demônios territoriais. Isso é invenção! Creio que o maior divulgador dessa heresia de demônios territoriais foi Peter Wagner. Hoje Wagner é "apóstolo" nos E.U.A. e dissemina tais ensinos por onde passa e vai conseguindo adeptos. Vale perguntar: "Quais são as novas estratégias proféticas que serão ensinadas que sobrepõem às do Novo Testamento". Cuidado para que não haja acréscimos ao que já está revelado.

5 - "Por isso, os anjos de Deus tocam as suas trombetas e convocam a todas as águias do norte, sul, leste e oeste de nossa nação a se ajuntarem nesses dias a fim de serem treinados e adestrados a levarem o grande e verdadeiro mover profético do Reino de Deus ao redor da terra".
Onde está no Novo Testamento que os anjos de Deus convocam a igreja para alguma coisa? Isso é um absurdo. Anjos são ministradores para aqueles que hão de herdar a salvação. Heb. 1:14.
Treinados e adestrados em que e através do que? Adestramento é para animais. Para mim basta II Tm. 3:16-17.
Fica a pergunta que não quer se calar: "Qual é o grande e verdadeiro mover profético do Reino de Deus ao redor da terra?" Para mim não passam palavras soltas ao vento, ou seja, nada. Qual o peso dessa afirmação? Existe realmente mover profético? Que coisa descabida e horrível essa.
Por que durante mais de 2000 anos de cristianismo Deus não revelou estas coisas para os cristãos que vieram antes de nós? Deus fez ou faz acepção de pessoas? Deus foi um covarde com aqueles que nos precederam reservando somente para os cristãos atuais tais conhecimentos sensacionais?
O que realmente precisamos é de Palavra de Deus em nossos púlpitos. O que realmente precisamos é de homens que preguem a genuína Palavra de Deus para alimentos do povo de Deus.

Você pode perguntar: Pr. Luiz Fernando o senhor irá? Não, obrigado.

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

1 - http//www.answers.com/topic/megalomania

26 maio 2010

O ÚLTIMO SERMÃO



Thomas Watson

Nascido em 1620, Thomas Watson estudou em Cambridge (Inglaterra). Em 1646, iniciou um pastorado de dezesseis anos em Londres. Entre suas principais obras, estão o seu famoso Body of Pratical Divinity (Compêndio de Teologia Prática), publicado postumamente em 1692.
A 24 de agosto de 1662, dois mil ministros puritanos do evangelho foram excluídos de seus púlpitos, tendo recebido a ordem de não mais pregarem em público. O Ato de Uniformidade, baixado pelo parlamento inglês, conhecido pelos evangélicos como a Grande Ejeção, pairava por sobre a Inglaterra como uma nuvem espessa. Muitos líderes eclesiásticos da Igreja Anglicana, a religião oficial, estavam forçando os puritanos a cessarem suas prédicas ou a se moldarem à adoração litúrgica decretada por lei. Muitos ministros preferiam o silêncio à transigência.

Com olhos marejados de lágrimas, milhares de crentes humildes ouviram seu último sermão no domingo imediatamente anterior à data em que o Ato se tornaria lei. E, naquele último domingo de liberdade, os ministros puritanos provavelmente pregaram os seus melhores sermões.

O sermão que passamos a transcrever, de modo um tanto abreviado, foi pregado por Thomas Watson a seu pequeno rebanho.

Antes que eu me vá, devo oferecer alguns conselhos e orientações para vossas almas. Eis as vinte instruções que tenho a dar a cada um de vós, para as qua­­is desejo a mais especial atenção:

1) Antes de tudo, observa tuas horas constantes de oração a Deus, diaria­­mente. O homem piedoso é homem “separado” (Sl 4.3), não apenas porque Deus o separou por eleição, mas também porque ele mesmo se separa por devoção. Inicia o dia com Deus, visita-O pela manhã, antes de fazeres qualquer outra coisa.

Lê as Escrituras, pois elas são, ao mesmo tempo, um espelho que mostra as tuas manchas e um lavatório onde podes branquear essas máculas. Adentra ao céu diariamente, em oração.

2) Coleciona bons livros em casa. Os livros de qualidade são como fontes que contêm a água da vida, com a qual poderás refrigerar-te. Quando descobrires um arrepio de frio em tua alma, lê esses livros, onde poderás ficar familiarizado com aquelas verdades que aquecem e afetam o coração.

3) Tem cuidado com as más companhias. Evita qualquer familiaridade desnecessária com os pecadores. Ninguém pode apanhar a saúde de outrem; mas pode-se apanhar doenças. E a doença do pecado é altamente trans­missível.

Visto não podermos melhorar os outros, ao menos tenhamos o cuidado de que eles não nos façam piores. Está escrito acerca do povo de Israel que “se mesclaram com as nações e lhes aprenderam as obras” (Sl 106.35).

As más companhias são as redes de arrastão do diabo, com as quais arrasta milhões de pessoas para o inferno. Quantas famílias e quantas almas têm sido arruinadas pelas más companhias!

4) Cuidado com o que ouves. Existem certas pessoas que, com seus modos sutis, aprendem a arte de misturar o erro com a verdade e de oferecer veneno em uma taça de ouro. Nosso Salvador, Jesus Cristo, acon­selhou-nos: “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresen­tam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores” (Mt 7.15).

Sê como aqueles bereanos que examinavam as Escrituras, para verificar se, de fato, as coisas eram como lhes foram anunciadas (At 17.11). Aos crentes é mister um ouvido discernidor e uma língua crítica, que possam distinguir entre a verdade e o erro e ver a diferença entre o banquete oferecido por Deus e o guisado colocado à sua frente pelo diabo.

5) Segue a sinceridade. Sê o que pareces ser. Não sejas como os remadores, que olham para um lado e remam para outro. Não olhes para o céu, com tua profissão de fé, para, então, remar em direção ao inferno, com tuas práticas. Não finjas ter o amor de Deus, ao mesmo tempo que amas o pecado. A piedade fingida é uma dupla iniqüidade.

Que teu coração seja reto perante Deus. Quanto mais simples é o diamante, tanto mais precioso ele é; e quanto mais puro é o coração, maior é o valor que Deus dá à sua jóia. O salmista disse sobre Deus: “Eis que te comprazes na verdade no íntimo” (Sl 51.6).

6) Nunca te esqueças da prática do auto-exame. Estabelece um tribunal em tua própria alma. Tem receio tanto de uma santidade mascarada quan­to de ires para um céu pintado. Julgas-te bom porque outros assim pensam de ti?

Permite que a Palavra seja um ímã com o qual provarás o teu coração. Deixa que a Palavra seja um espelho, diante do qual poderás julgar a aparência de tua alma. Por falta de autocrítica, muitos vivem conhecidos pelos outros, mas morrem desconhecidos por si mesmos. “De noite indago o meu íntimo”, disse o salmista (Sl 77.6).

7) Mantém vigilância quanto à tua vida espiritual. O coração é um instrumento sutil, que gosta de sorver a vaidade; e, se não usarmos de cautela, atrai-nos, como uma isca, para o pecado. O crente precisa estar constantemente alerta.

Nosso coração se assemelha a uma “pessoa suspeita”. Fica de olho nele, observa o teu coração continuamente, pois é um traidor em teu próprio peito. Todos os dias deves montar guarda e vigiar. Se dormires, aí está a oportunidade para as tentações diabólicas.

8) O povo de Deus deve reunir-se com freqüência. As pombas de Cristo devem andar unidas. Assim, um crente ajudará a aquecer ao outro. Um conselho pode efetuar tanto bem quanto uma pregação. “Então, os que temiam ao Senhor falavam uns aos outros” (Ml 3.16).

Quando um crente profere a palavra certa no tempo oportuno, derrama sobre o outro o óleo santo que faz brilhar com maior fulgor a lâmpada do mais fraco. Os biólogos já notaram que há certa simpatia entre as plantas. Algumas produzem melhor quando crescem perto de outras plantas. Semelhantemente, esta é a verdade no terreno espiritual. Os santos são como árvores de santidade. Medram melhor na piedade quando crescem juntos.

9) Que o teu coração seja elevado acima do mundo. “Pensai nas coisas lá do alto” (Cl 3.2). Podemos ver o reflexo da lua na superfície da água, mas ela mesma está acima, no firmamento. Assim também, ainda que o crente ande aqui em baixo, o seu coração deve estar fixado nas glórias do alto.

Aqueles cujos corações se elevam acima das coisas deste mundo não ficam aprisionados com os vexames e desassossegos que outros experimentam, mas, antes, vivem plenos de alegria e de contentamento.

10) Consola-te com as promessas de Deus. As promessas são grandes suportes para a fé, que vive nas promessas do mesmo modo que o peixe vive na água. As promessas de Deus são quais balsas flutuantes que nos impedem de afundar, quando entramos nas águas da aflição. As promessas são doces cachos de uvas produzidos por Cristo, a videira verdadeira.

11) Não sejas ocioso, mas trabalha para ganhar o teu sustento. Estou certo de que o mesmo Deus que disse: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar”, também disse: “Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra”. Deus jamais apoiou qualquer ociosidade.

Paulo observou: “Estamos informados de que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes, se intrometem na vida alheia. A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranqüilamente, comam o seu próprio pão” (2 Ts 3.11-12).

12) Ajunta a primeira tábua da Lei à segunda, isto é, piedade para com Deus e eqüidade para com o próximo. O apóstolo Paulo reúne essas duas idéias, em um só versículo: “Vivamos, no presente século... justa e piedosamente” (Tt 2.12). A justiça se refere à moralidade; a piedade diz respeito à santidade.

Alguns simulam ter fé, mas não têm obras; outros têm obras, mas não têm fé. Alguns se consideram zelosos de Deus, mas não são justos em seus tratos; outros são justos no que fazem, mas não têm a menor fagulha de zelo para com Deus.

13) Em teu andar perante os outros, une a inocência à prudência. “Sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mt 10.16). Devemos incluir a inocência em nossa sabedoria, pois doutro modo tal sabedoria não passará de astúcia; e precisamos incluir sabedoria em nossa inocência, pois do contrário nossa inocência será apenas fraqueza.

Convém que sejamos tão inofensivos como as pombas, para que não causemos danos aos outros, e que tenhamos a prudência das serpentes, a fim de que os outros não abusem de nós nem nos manipulem.

14) Tenha mais medo do pecado que dos sofrimentos. Sob o sofrimento, a alma pode manter-se tranqüila. Porém, quando um homem peca voluntariamente, perde toda a sua paz. Aquele que comete um pecado para evitar o sofrimento, assemelha-se ao indivíduo que permite sua cabeça ser ferida, para evitar danos ao seu escudo e capacete.

15) Foge da idolatria. “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (1 Jo 5.21). A idolatria consiste numa imagem de ciúme que provoca a Deus. Guarda-te dos ídolos e tem cuidado com as superstições.

16) Não desprezes a piedade por estar sendo ela perseguida. Homens ímpios, quando instigados por Satanás, vituperam, maliciosamente, o caminho de Deus.

A santidade é uma qualidade bela e gloriosa. Chegará o tempo quando os iníquos desejarão ver algo dessa santidade que agora desprezam, mas estarão tão removidos dela como agora estão longe de desejá-la.

17) Não dá valor ao pecado por estar atualmente na moda. Não julga o pecado como coisa apreciável, só porque a maioria segue tal caminho. Pensamos bem sobre uma praga, só porque ela se torna tão generalizada e atinge a tantos? “E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as” (Ef 5.11).

18) No que diz respeito à vida cristã, serve a Deus com todas as tuas forças. Deveríamos fazer por nosso Deus tudo quanto está no nosso alcance. Deveríamos servi-Lo com toda a nossa energia, posto que a sepultura está tão perto, e ali ninguém ora nem se arrepende. Nosso tempo é curto demais, pelo que também o nosso zelo de Deus deveria ser intenso. “Sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor” (Rm 12.11).

19) Faze aos outros todo o bem que puderes, enquanto tiveres vida. Labuta por ser útil às almas de teus semelhantes e por suprir as necessidades alheias. Jesus Cristo foi uma bênção pública no mundo. Ele saiu a fazer o bem.

Muitos vivem de modo tão infrutífero, que, na verdade, suas vidas dificilmente são dignas de uma oração, como também seu falecimento quase não merece uma lágrima.

20) Medita todos os dias sobre a eternidade. Pois talvez seja questão de poucos dias ou de poucas horas — haveremos de embarcar através do ocea­no da eternidade. A eternidade é uma condição de desgraça eterna ou de felicidade eterna. A cada dia, passa algum tempo a refletir a respeito da eternidade.

Os pensamentos profundos sobre a eterna condição da alma deveriam servir de meio capaz de promover a santidade.

Em conclusão, não devemos superestimar os confortos deste mundo. As conveniências do mundo são muito agradáveis, mas também são passageiras e logo se dissipam. A idéia da eternidade deve ser o bastante para impedir-nos de ficar tristes em face das cruzes e sofrimentos neste mundo. A aflição pode ser prolongada, mas não eterna. Nossos sofrimentos neste mundo não podem ser comparados com nosso eterno peso de glória.

Considerai o que vos tenho dito, e o Senhor vos dará entendimento acerca de tudo.

Fonte.: Editora Fiel

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

21 maio 2010

ICONES E A ICONOCLASTIA NO MEIO EVANGÉLICO

Ícone quer dizer: “Do gr. eikón, ónos, ‘imagem’, pelo lat. Ícone”. Coisa, fato, pessoa, etc., que evoca fortemente certas qualidades ou características de algo, ou que é muito representativo dele. Podemos dizer que o muro de Berlin é um ícone dos anos 80. (Dic. Aurélio eletrônico)

Partindo desta definição encontramos ícones em todos os segmentos da sociedade. Basicamente associamos esta idéia a algum símbolo, imagem ou pessoa. Temos inúmeros ícones nas ciências, política, religião etc.

Dentro do meio evangélico temos uma combinação perversa entre celebridades e uma falsa espiritualidade ou um péssimo conhecimento bíblico.

Quando alguém ganha visibilidade no meio evangélico, por exemplo, sendo uma pessoa midiática, então ganha status de ícone. Vira uma imagem que quase é adorada por tudo e todos. Esse status alcançado faz bem para a grande massa que inoperantemente engole qualquer coisa como espiritual ou verdadeira. Mesmo que tal ícone tenha uma vida cheia de trejeitos anti-bíblicos, muitos se calam achando que assim serão mais espirituais. Aliado a isso temos uma espiritualidade alienante que impede o cristão de exercer suas faculdades mentais normalmente. Em nome dessa doentia espiritualidade um grande número de cristãos assume publicamente o complexo de avestruz. A avestruz quando percebe um perigo enfia sua cabeça no primeiro buraco que encontra e deixa o corpo para fora achando assim que está salva. Essa tendência ou comportamento exime o cristão de exercer um princípio bíblico que o julgar segundo o reto juízo – Jo. 7:24 “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça”.

Muitos acham que o cristão está proibido de julgar aquilo que ocorre dentro da igreja. O apóstolo Paulo proíbe cristão levar outro cristão aos tribunais e aponta para a competência da igreja em julgar os anjos. Se vamos julgar os anjos então podemos julgar as diferenças entre o povo de Deus. Então a Palavra não proíbe o cristão de julgar, mas o incentiva a fazê-lo dentro da reta justiça. Se não existissem as possibilidades de julgamento dentro da comunidade de fé, então o caos se instalaria. Voltemos ao primeiro e segundo séculos depois de Cristo. Havia uma efervescência de pensamentos e escritos circulando dentro das igrejas e nesta atmosfera um emaranhado de ensinos sendo propagado dentro das igrejas. Cartas com autores que usavam nomes dos apóstolos, gnosticismo misturado com cristianismo, profecias que dividiam etc. Como os primeiros cristãos se posicionaram? Os pastores se reuniam e julgavam tudo chegando até a excluir da comunhão aqueles que eram tidos como hereges como Marcião, Montano, Ário e outros. Esse princípio sempre regeu o comportamento da igreja ao longo dos séculos.

Como saber se um ensino que é pregado por alguém é certo ou errado? Fenômenos que ocorrem no meio do povo de Deus não podem ser julgados? Sim tudo isso pode ser julgado e averiguado. A função de fazer estas coisas pertence aos pastores. São eles os primeiros que devem detectar os erros e expô-los ao seu povo para que o mesmo venha a ser preservado. Mas parece que a igreja do século XXI abdicou dessa característica. Muitos cristãos acham que basta orar e tudo ficará resolvido. Erros e desvios doutrinários não se resolvem somente com oração, mas com oração e confrontação firme e amorosa. Presenciamos uma volta aos séculos iniciais da igreja. Estamos em meio a um emaranhado de doutrinas, escritos, pregações e afirmações que quase sempre servem para fazer perder o povo de Deus. O que fazer? Novamente a resposta está em denunciar e expor tais erros e isso sem o receio de estar pecando contra Deus. Muitos dizem: Quem somos nós para apontarmos os erros dos outros? Não deveríamos deixar por conta de Deus a correção? Aqui não se busca a perfeição de ninguém, mas um compromisso com a Palavra. À luz da Palavra todo ensino falso deve ser desmascarado e confrontado. Vejo que o maior problema está nas lideranças eclesiásticas. Estas têm se calado e assumido o complexo da avestruz. Tentam ficar bem com tudo e todos. Esquecem-se que quem quer agradar a todos acaba não agradando ninguém. Fazem vistas grossas ao erro e esperam tudo continue bem. A Palavra diz que é inútil a sentinela dar alarme errado ou fora da hora. Cito um exemplo: o conjunto Voz da Verdade é unicista. Eles não crêem na trindade. Esse tipo de crença já foi combatido bem no início da era cristã e apontado como heresia. Foi nominado de Sabelianisno ou Modalismo. Os primeiros cristãos julgaram e apontaram os erros de tal ensino e hoje não nos é estranho. Mas atualmente este conjunto canta em eventos evangélicos, vende seus CDs e DVDs para os cristãos, e cantam dentro de nossas igrejas como se fossem nossos irmãos. Um absurdo e uma vergonha para a igreja, mas as lideranças evangélicas se apresentam em eventos juntamente com eles e nada dizem. Assim os cristãos entendem que se os lideres não discordam é porque aceitam como verdade seus ensinos. O caos está instalado. Enquanto as lideranças se calam o mal grassa em nosso meio e expande suas raízes daninhas. Por que as lideranças se calam? Porque abandonaram a Sã Doutrina e sua exposição dentro de suas comunidades. Preferem pregar sobre auto-ajuda e vitória financeira do que ensinar o povo de Deus o real caminho.

Assim sendo, precisamos voltar aos princípios da Palavra e ficarmos alertas aquilo que acontece no meio cristão. Se necessário for, apontemos os erros para glória de Deus.

Soli Deo Gloria.

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

15 maio 2010

MALAFÁIA DEIXA ASSEMBLÉIA DE DEUS

Na madrugada de 15/05/2010 a tão propalada bombaça que iria ser despejada na igreja brasileira pelo pregador Silas Malafáia não passou de um traque. Aquelas bombinhas que somente fazem as pessoas se alegrarem por rápidos segundos. Saiu da CGADB se defendendo e mostrando que existe algo de podre no reino assembleiano. O motivo da saída foi uma nova visão a ele concedida por Deus e nesta visão não comportava mais ser membro da Convenção Geral da Assembléia de Deus.

Algumas considerações:

1 – Diante dos últimos acontecimentos em seu ministério, principalmente a introdução de forma massiva da espúria Teologia da Prosperidade, bem como a parceria firmada com profetas americanos falidos como Morris Cerullo e Micke Murdoch não era para se estranhar tal posição assumida pelo tele evangelista. O próprio Malafáia vinha dizendo que havia sido fortemente influenciado pelo Sr. Murdoch, um dos homens mais sábios do mundo, na opinião dele, e que sua vida e ministério haviam sofrido profundas transformações…

2 – Diante das oposições que vinha recebendo por parte de pastores da Assembléia de Deus que ocupam cargos importantes dentro da denominação, seria de se esperar que em algum momento um confronto fosse vivenciado. Não creio que esse confronto se daria em nível de presidencia e seu staff, mas entre os pensadores assembleianos, que bem fundamentados na Palavra, não estavam dispostos a se calar como o Pr. Carlos Roberto Silva, Pr. Altair Germano, Pr. Geremias do Couto, conforme publicações em seus blogs e outros.

3 – Diante da postura megalomaníaca assumida pelo tele evangelista, bem como das posturas desafiadoras demonstradas recentemente, seria o caminho mais natural a ser percorrido o desligamento da Convenção de Pastores da Assembléia de Deus. Quanto o Sr. Malafáia deu um salto estratosférico no pedido de ofertas de R$ 30,00 para R$ 900,00 e R$ 1.000,00 respectivamente, demonstrou que ele havia perdido todo senso de modéstia, equilíbrio e decência tão próprio das pessoas equilibradas emocionalmente e demonstrou que essa perda é tão própria dos megalomaníacos.

4 – Diante da aceitação tácita de heresias propaladas por Cerullo e Murdoch ficou evidente que havia rompido com as doutrinas de sua antiga denominação e que agora passaria a aceitar aquilo que quisesse. Quando o tele evangelista assentiu com as afirmações de Cerullo e Murdoch que salvação entraria nas famílias que ofertassem em seu ministério, nada mais restou da Sã Doutrina que pudesse servir de âncora para ele.

5 – Diante da postura assumida em não querer aceitar ou ouvir qualquer discordância sobre suas práticas e por haver passado ao ataque com alto poder de virulência contra tudo e todos que discordassem dele, chegando ao ponto de adjetivar seus discordantes de malandros, bandidos etc., assumiu publicamente que estava acima do bem e do mal e que era inquestionável. Tais posturas somente levam ao total ilhamento/isolamento.

Agora vai fazer uma carreira solo no meio gospel. Não haverá mais pares para admoestá-lo, não haverá mais parâmetro no qual se basear e não terá ouvidos para os discordantes. Chego a ter pena, pois, a história se repete e o final normalmente não é agradável. Um dos piores momentos na vida de um homem é quando ele é entregue a si mesmo. Olhemos para a história e os exemplos saltarão em nossos rostos. Vejamos os imperadores romanos, os lideres cristãos que se rebelaram contra a igreja, os ditadores mundiais etc...

Durante 33 anos, segundo o tele pregador, foi membro da CGBAD e agora que chega a ocupar um cargo de destaque e possui muita visibilidade, quando poderia influenciar eficazmente sua denominação, podendo chegar a fazer tendência e inverter a maré se que ela estava ruim assim, abandona o barco porque está cansado da politicagem no meio em que viveu. Muito conveniente tal postura.

Quando o tele-evangelista diz que recebeu uma visão/orientação de Deus e que não está disposto a abrir mão dela de forma alguma, está dizendo que esta visão/orientação é superior, mais importante e profunda do que a visão/orientação de toda uma denominação que conta em seus quadros com mais de 25.000 pastores. Então agora ele é superior ou mais espiritual do que mais de 25.000 pastores? Chego a acreditar que em breve se intitulará semi-alguma coisa... Fico a me perguntar por que não rompeu antes da morte de seu sogro? Não rompeu, pois, não era o momento estratégico para fazê-lo. Agora conta com mais de 70 igrejas ligadas à igreja onde se tornou presidente. Acredito que seu sogro nunca concordaria com tal postura.

Há bem pouco tempo o tele evangelista usava como bandeira para arrecadar fundos o não ter uma igreja para bancá-lo. Agora o que dizer? Já é presidente de uma grande igreja. Vai dizer que a igreja é pequena e não tem recursos para ir tão longe? É o mesmo argumento de todos os outros. A igreja de R. R. Soares possui mais de 1.500 congregações espalhadas pelo Brasil, mas mesmo assim continua abrindo a bocona pedinte de dinheiro. Waldomiro Santiago... É bom nem falar. E se for falar de mais alguns não haveria memória em nenhum provedor do mundo para comportar. Todos tratam a igreja do Senhor Jesus Cristo como um grande BUSINESS.

A Assembléia de Deus perdeu uma das melhores oportunidades de se reafirmar como denominação séria e importante quando deixou de confrontar o Pr. Silas. Se o tivesse feito há uns 02 meses estaria em uma ótima posição neste momento e não teria de ouvir que o sistema está contaminado. Agora qualquer posição assumida, o que não vejo como algo que vá acontecer, terá um impacto muito menor.

Acredito que a postura da liderança da Assembléia de Deus será passiva e conformista. Se vier a público será bastante política e inócua como tem sido. O medo da confrontação tem efeitos deletérios no curto, médio e longo prazo.

Com certeza a Assembléia de Deus se vê livre de um grande abacaxi. Malafáia se vê livre de um grande abacaxi e o povo de Deus se vê às voltas com um leão voraz buscando todas as formas de aumentar seu bolo.

Apesar de todas incoerências creio que o Pr. Malafáia tomou uma decisão coerente com suas posturas.

No final todos perdem.

Soli Deo Glória

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

12 maio 2010

SERÁ QUE SOU HOMOFÓBICO?

A revista veja, desta semana, trouxe como reportagem de capa uma tendenciosa reportagem onde aborda a alegria de ser homossexual e fez isso com um viés jovem. Encontrei em meus arquivos este excelente texto do Rev. Wayne Perryman.

Rev. Wayne Perryman

O dicionário define homossexualidade como: “que deseja alguém do mesmo sexo [gênero] ou o ato de ter sexo com alguém do mesmo sexo [gênero]”. Em outras palavras, é uma conduta sexual feita com alguém do mesmo sexo. O dicionário não definiu esse termo como duas pessoas do mesmo sexo que por acaso se amam.

Simplificando: tanto a homossexualidade quanto a heterossexualidade tratam de sexo. Uma expressão sexual está perfeitamente em harmonia com a maneira como a natureza designou nossos corpos para propósitos reprodutivos (heterossexualidade), enquanto a outra não (homossexualidade). Nenhuma das duas expressões sexuais tem algo a ver com amor. Ambas são condutas sexuais expressas por meio de contato físico entre duas ou mais pessoas.

A atividade sexual pode ser uma expressão de amor, mas o próprio sexo não é amor. Todos os adultos maduros sabem que sexo e amor são duas coisas diferentes. O amor puro não é expresso na maior parte das vezes de forma sexual.

Pais que amam seus filhos darão a vida por eles, mas eles nunca têm sexo com os filhos. Soldados deram a vida — a expressão máxima de amor conforme a Bíblia (João 15:13) — por um colega de farda (do mesmo sexo), mas eles nunca tiveram sexo com seu colega. Irmãos e irmãs têm sacrificado a vida por seus irmãos doando os próprios órgãos para salvar a vida do outro, enquanto outros têm deixado sua herança inteira para seus irmãos, mas em ambos os casos essas expressões de amor jamais incluíram sexo.

O ato sexual é meramente um ato físico que é na maior parte das vezes expresso na privacidade do lar. Portanto, esse ato não deve ficar sob a proteção de leis de direitos civis. Seu devido lugar de proteção são as leis de privacidade, não leis de direitos civis. As leis deveriam ser criadas para desestimular condutas criminosas, não apoiar condutas sexuais privadas.

Quando gays disseram que nasceram desse jeito e se compararam com negros, uma criança negra escreveu:

Meu ato sexual não me fez negro

Isso é algo que os gays não podem dizer

Pois é fato que o ato sexual deles

É o que os faz gays

A homossexualidade e a heterossexualidade são comportamentos sexuais que se expressam. Não são condições físicas como a cor negra ou branca.

Havendo dito isso, será que sou homo-fóbico se eu não gostar, não aceitar ou não me sentir bem com a expressão (conduta) sexual dos gays? Homo-fóbico significa temer ou odiar o indivíduo gay ou homossexual que se engaja em tal conduta? Antes de responder a essa pergunta, por favor permita-me compartilhar com você outras condutas com as quais não me sinto bem.

* Não gosto de (ou não me sinto bem com) heterossexuais que se exibem com gestos escandalosos em público quando podem fazê-lo na privacidade de seus lares. Será que sou hetero-fóbico e odeio heterossexuais?

* Não gosto de (ou não me sinto bem com) indivíduos que traem o cônjuge. Isso significa que tenho fobia e ódio dos que traem seus cônjuges?

* Não gosto (ou não me sinto bem) quando meus filhos se comportam como membros de gangue. Será que odeio ou temo meus filhos? Será que isso é fobia dos próprios filhos?

* Não gosto (ou não me sinto bem) quando motoristas fazem ultrapassagens perigosas em outros motoristas. Será que tenho ódio ou fobia de motoristas?

* Não gosto (ou não me sinto bem) quando meus irmãos e irmãs negros usam a palavra “preto”. Isso significa que tenho medo e ódio de meus irmãos e irmãs afro-americanos?

* Não gosto de (ou não me sinto bem com) muitos dos meus maus hábitos. Será que tenho ódio e medo de mim mesmo?

Imagino que você está entendendo o que estou querendo dizer. Só porque não gosto de certas condutas ou não me sinta bem com certas condutas, isso não significa que temo ou odeio a pessoa que se engaja em tal conduta.

Não devemos permitir que outros nos rotulem ou coloquem em nós um peso de culpa naqueles entre nós que não gostamos, não aceitamos e não nos sentimos bem com o estilo de vida homossexual. Tenho certeza de que mesmo dentro da população homossexual há certas condutas que eles não gostam, mas isso significa que eles temem ou odeiam as pessoas que demonstram tal conduta?

Eu odeio ou temo gays? Absolutamente não! Se eu visse alguém tentando prejudicar fisicamente um gay, como cristão e tal qual o “Bom Samaritano” da Bíblia, eu seria um dos primeiros a socorrê-lo, não porque o indivíduo prejudicado é gay, mas porque ele, como eu mesmo, é amado por Deus. (João 3:16)

Considerações finais: Conforme declarei antes, os gays muitas vezes comparam sua experiência com a experiência dos negros, mas os negros nunca tiveram a opção de esconder sua pele negra no armário para escapar ou evitar perseguição. E nós nunca fomos odiados por causa de nossa conduta. Nós éramos odiados simplesmente porque éramos negros.

Fonte: Americans for Truth

Soli Deo Glória.

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

10 maio 2010

O TEMOR DO SENHOR

“O temor do Senhor encaminha para a vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e mal nenhum o visitará”. Pv. 19:23

Introdução

Vivemos em dias de total alienação em relação a muitas coisas, e uma delas é Deus.

Aqui neste texto o sábio diz: “o temor do Senhor leva a vida; e aquele que o tem está completo e nenhum mal o visitará”.

I – O temor do Senhor

O temor do Senhor não é um medo irracional conforme Freud dizia que o homem possui. Para explicar os fenômenos da natureza o homem criou Deus e passou a teme-lo.

O temor do Senhor é levarmos Deus a sério. É reverenciarmos o seu Ser e amá-lo cada dia.

2 – o Temor do Senhor leva a conhecê-lo.

A primeira obrigação de cada homem, como homem, é conhecer a Deus. Conhecer a Deus é muito mais do que termos um conceito sobre Deus. Mas é experimentarmos Deus em nossa história de vida. E quando Deus age em nós tudo muda. Passamos a pensar diferente, agir diferente e sentir diferente. Enfim mudamos nossos comportamentos para melhor. Muitos acham que se nos entregarmos a Deus perderemos o melhor da vida. Será mesmo?

Será que a Bíblia está errada quando diz que Deus é o doador da vida? Que à sua destra há delícias perpertuamente?

Conhecermos Deus por experiência.

3 – O Temor do Senhor leva a andarmos em seus caminhos

“Bem-aventurado todo aquele que teme ao Senhor e [anda] nos seus caminhos”. Sl. 128:1

O temor do Senhor nos faz andar nos caminhos de Deus. E os caminhos de Deus são perfeitos. Enquanto a sociedade tropeça de um lado para outro, os caminhos de Deus são perfeitos e conduzem o homem ao sucesso.

4 – O Temor do Senhor leva o homem a conhecer Deus

Conhecer Deus é ter vida em si mesmo. Conhecer Deus é ter descanso no meio da tormenta. Conhecer Deus é certeza que Ele não falhará no dia a dia.

Quando Cristo liberta o homem não o faz por fazer, mas para que o homem o conheça mais e melhor. Portanto o Temor do Senhor nos faz descansar nos braços de Deus.

5 – O Temor do Senhor vem através de Cristo

6 – Eclesiastes 12:13

“Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é todo o dever do homem”.

Soli Deo Glória

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

05 maio 2010

AS MARCAS DA INSTITUCIONALIZAÇÃO DA IGREJA

Francisco Piquer estátua eo portão da Savings Bank. Comunidade de Madrid
A igreja tem duas dimensões: organismo e organização, corpo místico de Cristo e instituição religiosa, que convivem e se misturam enquanto fenômeno histórico e social. O grande desafio é fazer a dimensão institucional diminuir para deixar o organismo espiritual crescer. O que se observa hoje, entretanto, é um movimento contrário, no qual muitas comunidades cristãs caminham a passos largos para a institucionalização, sem falar naquelas que estão com os dois pés fincados no terreno da religiosidade formal. Se não, observe o que eu chamo de marcas da institucionalização da igreja:

1. Liderança personalista. Quando a comunidade acredita que algumas pessoas são mais especiais do que outras, abre brecha para que alguém ocupe o lugar de Jesus Cristo e se torne alvo de devoção. Ocorre então uma idolatria sutil e, aos poucos, um ser humano vai ganhando ares de divindade. Líderes que confundem a fidelidade a Deus com a fidelidade a si mesmos se colocam em igualdade com Deus e, em pouco tempo, pelo menos na cabeça dos seus seguidores, passam a ocupar o lugar de Deus. Eis a síndrome de Lúcifer.

2. Ênfase na particularidade do ministério. Uma vez que o projeto institucional se torna preponderante, a ênfase não pode recair nos conteúdos comuns a todas as comunidades cristãs. A necessidade de se estabelecer como referência no mercado religioso conduz necessariamente à comunicação centrada nas razões pelas quais “você deve ser da minha igreja e não de qualquer outra”. Torna-se comum o orgulho disfarçado dos líderes que estimulam testemunhos do tipo “antes e depois de minha chegada nesta igreja”.

3. Ministração quase exclusiva à massa sem rosto. Ministérios institucionalizados estão voltados para o crescimento numérico e valorizam a ministração de massa, que se ocupa em levar uma mensagem abstrata a pessoas que, caso particularizadas e identificadas, trariam muito trabalho aos bastidores pastorais. Parece que os líderes se satisfazem em saber que “gente do Brasil inteiro nos escreve” e “pessoas do mundo todo nos assistem e nos ouvem”, como se transmitir conceitos fosse a única e mais elevada forma de dimensão da ministração espiritual. Na verdade, a proclamação verbal do evangelho é a mais superficial ministração, e deve ser acompanhada de, ou resultar em, relacionamentos concretos na comunhão do corpo de Cristo.

4. Busca de presença na mídia. Mostrar a “cara diferente”, principalmente com um discurso do tipo “nós não somos iguais os outros, venha para a nossa igreja”, é quase imperativo aos ministérios institucionalizados. A justificativa de que “todos precisam conhecer o verdadeiro evangelho”, com o tempo acaba se transformando em necessidade de encontrar uma vitrine onde a instituição se mostre como produto.

5. Projetos ministeriais impessoais. Ministérios institucionalizados medem seu êxito pela conquista de coisas que o dinheiro pode comprar. Pelo menos no discurso, seus desafios de fé não passam pelos frutos intangíveis nas vidas transformadas, mas em realizações e empreendimentos que demonstram o poder das coisas grandes. Os maiores frutos da missão da Igreja são a transformação das pessoas segundo a imagem de Jesus Cristo e da sociedade conforme os padrões do reino de Deus, e não a compra de uma rede de televisão ou a construção de uma catedral.

6. Exagerados apelos financeiros. Consequência de toda a estrutura necessária para sua viabilização, os ministérios institucionalizados precisam de dinheiro, muito dinheiro. As pessoas, aos poucos, deixam de ser rebanho e passam a ser mala-direta, mantenedores, parceiros de empreendimentos, associados.
7. Rede de relacionamentos funcionais. A mentalidade “massa sem rosto” somada ao apelo “mantenedores-parceiros de empreendimentos” faz com que as relações deixem de ser afetivas e se tornem burocráticas e estratégicas. As pessoas valorizadas são aquelas que podem de alguma forma contribuir para a expansão da instituição. Já não existe mais o José, apenas o tesoureiro; não mais o João, apenas o coordenador dos projetos Gideão, Neemias, Josué, ou qualquer outro nome que represente conquista, expansão e realizações.

8. Rotatividade de líderes. Não se admira que muitos líderes ao longo do tempo se sintam usados, explorados, mal amados, desconsiderados e negligenciados como pessoas. O desgaste de uns é logo mascarado pelo entusiasmo dos que chegam, atraídos pela aparência do sucesso e êxito ministerial. Assim a instituição se torna uma máquina de moer corações dedicados e esvaziar bolsos de gente apaixonada pelo reino de Deus. O movimento migratório dos líderes de uma igreja para outra é feito por caminhões de mudança carregados de mágoas, ressentimentos, decepções e culpas.
9. Uso e abuso de conteúdos simbólicos. A institucionalização é adensada pelos seus mitos (nosso líder recebeu essa visão diretamente de Jesus), ritos (nossos obreiros vão ungir as portas da sua empresa) e artefatos (coloque o copo de água sobre o aparelho de televisão), enfim, componentes de amarração psíquica e uniformidade da mentalidade, onde o grupo se sobrepõe ao indivíduo e a instituição esmaga identidades particulares. Os símbolos concretos (objetos, cerimônias repetitivas, palavras de ordem) afastam as pessoas do mundo das ideias. Quanto mais concretos os símbolos, mais amarrado e dependente o fiel.

10. Falta de liberdade às expressões individuais. Ministérios institucionalizados, personalistas, dependentes de fiéis para sua manutenção financeira e psicologicamente amarrados pelos conjuntos simbólicos não são ambientes para a criatividade e a diversidade. Todos brincam de “tudo quanto seu mestre mandar, faremos todos” e, inconscientemente, acabam se vestindo da mesma maneira, usando o mesmo vocabulário, gestos e linguagens não verbais. Seus rebanhos são compostos não apenas por “massa sem rosto” e “mantenedores-parceiros de empreendimentos”, mas também por “soldadinhos uniformizados”, o que, aliás, é a mesma coisa.

Fonte: Texto recebido do Pr. E Enéas Alixandrino via email.

Soli Deo Glória.

Pr. Luiz Fernando R. de Souza