29 dezembro 2010

ORAÇÃO: OPÇÃO PELO IMPOSSÍVEL



O veículo dado por Deus para que o homem invada a esfera do sobrenatural é a oração. Aquilo que naturalmente é impossível ao homem, Deus faz acessível através da oração. Pela oração respiramos a atmosfera espiritual.
O próprio Senhor Jesus ensinou seus discípulos a orar e ele mesmo orou várias vezes.
O apóstolo Paulo manteve uma vida de oração e por meio dela recebeu inspiração/poder para a obra evangelizadora.
Em todos os movimentos do Espírito Santo neste mundo, houve antes, um mover da igreja no campo da oração.
A oração precede o avivamento espiritual.
A oração dinamiza a igreja e une seus membros.
A oração transforma um ambiente estéril em um jardim cheio de vida.
A oração muda o curso da história de nossas vidas, família e é através dela que o Senhor Jesus se torna participante das nossas crises.
O vigor espiritual do homem/mulher está proporcionalmente ligado ao tempo investido em oração.
Não existe poder espiritual somente no ordenar sobre as coisas e situações.
No mundo espiritual existe reconhecimento daqueles que têm autoridade de uma vida derramada no altar de Deus.
A igreja vem perdendo seu vigor por ter abandonado a oração. O pentecostes em Atos foi precedido por oração. Avivamentos ao longo da história da igreja chegaram depois de vidas terem sido derramadas no altar através da oração.
Percebo que muitas igrejas perderam seu tonus vital porque os sermões ali pregados são sermões mortos. E. M. Bounds em seu extraordinário livro Poder Através da Oração disse: "Homens mortos tiram de si sermões mortos e sermões mortos matam".
O mais difícil na pregação não é o preparo do sermão, mas o preparo do pregador. Livros não substituem o poder do Espírito Santo. Oratória não traz Deus para o sermão, mas Deus se faz presente em um sermão através da oração.
Quanto Elias após três anos e meio de ausência se apresenta a Israel ele viu os resultados de sua oração feita anteriormente. Seca, mortes, um país arrasado e um rei inseguro. Agora novamente Elias ora. Permanece em oração até que uma nuvem em forma de uma mão se apresenta nos céus. Era a certeza que a chuva viria.
Que oremos até que a pequena nuvem se forme e depois venha o poder de Deus sobre sua igreja.
Antes das decisões, ore.
Ore por sua mulher, marido, filhos, ore em qualquer situação.
Se você espera pela interferência do Senhor em sua vida, clame por ela, suplique.

No sermão do monte há um texto onde o Senhor Jesus nos incentivando a orar diz: "Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente".
A construção deste texto no grego quer dizer assim: "Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que já está lá te esperando, te recompensará publicamente".
O Senhor Jesus está nos dizendo que a oração é um encontro com alguém que está nos esperando. Deus está à nossa espera aguardando nossa entrada em sua presença. Daí concluirmos que A ORAÇÃO É UMA OPÇÃO PELO IMPOSSÍVEL.

Soli Deo Gloria


Pr. Luiz Fernando R. de Souza

17 dezembro 2010

CASAMENTO E DIVÓRCIO

Postei este excelente vídeo do Rev. Hernandes Dias Lopes sobre Casamento por crer ser oportuno para este momento. Mensagem Bíblica e atual.






Fonte: Google Vídeos

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

03 dezembro 2010

LAMBANÇA! Está ocorrendo MUITA LAMBANÇA!

FAÇO MINHAS AS PALAVRAS DO PR. NEWTON CARPINTEIRO

Alberto Couto Filho
Incrível!

Existe hoje a necessidade de escolhermos com o máximo de cuidado, os livros que devemos ou podemos ler, como "UMA AGULHA NO PALHEIRO"!

Estou estupefato com a agonia ao entrar em livrarias e.v.a.n.g.é.l.i.c.a.s. e, ao abrir a página de muitos livros, sentir a "desevolução" de seus responsáveis, na escolha de livros que não possuem a inspiração divina e simplesmente motivados pelos interesses ao deus do comércio ou de interesses de editores sem escrúpulos, pela ganância em massagear seu próprio EGO e determinados à usurpação do que É SANTO.

Deus irá cobrar! Deus irá cobrar, destas vidas por esta irresponsabilidade e insana posição, que destrói aos muitos conceitos, antes adquiridos por muitos dedicados e corretos ensinadores que ensinavam o simples e não invalidavam a seriedade do que É SANTO.

Devemos dar um basta aos abastados, pela fé dos outros, e equivocados em sua imaturidade ou maldade.

Não podemos mais conviver com os que se utilizam da ignorância do povo, e assim, se fortalecem com a aplicação máxima de ensinamentos que desviam aos muitos da verdade. Exatamente, o que prevalece nestes últimos dias do Final dos Tempos.

Existe um livro excelente! Sim! Excelente aos que desejam adquirir, adquirir a possibilidade em ser... não apenas um líder sano, mas receber a motivação conforme a Palavra de Deus, e reavaliar a sua responsabilidade com consciência, temor e tremor, utilizando métodos objetivos. Métodos que não os transforme em usurpadores do poder eclesiástico, e sim, a tendência natural de um homem de Deus, normalmente sano, determinado e com o coração sedento em ser utilizado como instrumento SANTO pelo SANTO DEUS.

Alberto Couto Filho, o escritor e autor, enviou-me um livro. O seu livro foi um perfeito presente perfeito!

A sua leitura permitiu-me, sentir a necessidade de ler, cada vez mais, e se auto-avaliar com os seus ensinos sábios ou sábios ensinos, diante desta sadia leitura, onde senti-me orgulhoso em desfrutar de uma das melhores referências aos líderes, por mim lidas até hoje.

Os que desejarem conhecer o seu estilo especial e seguro, com total carisma, prudência e real avaliação da responsabilidade de um líder, por favor, corra e verifique como possuir esta PÉROLA de valor incalculável em seu blog:

http://www.albertocoutofilho.blogspot.com/

O Senhor seja contigo, amigo Alberto Couto Filho!

O menor de todos os menores.


Soli deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

23 novembro 2010

CRIANÇAS PRECISAM DE LIBERTAÇÃO? NÃO!

CRIANÇAS PRECISAM DE LIBERTAÇÃO? NÃO!

Deparei-me com um artigo publicado em alguns sites e blogs sobre libertação de crianças que variam em idades de zero a 17 anos. Na entrevista dada por um apóstolo especialista em libertação de crianças, a estes meios virtuais de comunicações, fica claro que para estas pessoas, mesmo aqueles que já tiveram um encontro salvador e libertador com o Senhor Jesus Cristo ainda precisam de libertação. Fiquei a me perguntar se uma criança com dias de nascida precisa de libertação espiritual? Parece-me, para quem advoga tal aberração, que a ou na gestação deve-se ter dado brecha para que o diabo possuísse tal criança ou a atormentasse no útero e ou pós parto. Tentam explicar os possíveis ataques de Satanás sobre as crianças dizendo que os pais tiveram comportamentos não ortodoxos com os filhos e daí estes ficaram vulneráveis no mundo espiritual. Assim sendo, jogam no lixo todo conteúdo humano das crianças, pois, desprezam completamente as influências emocionais que os pais exercem sobre os filhos. O pior é atribuir essa influência emocional dos pais sobre os filhos como atuação demoníaca. Ai ficamos totalmente à deriva de toda sorte de afirmações irracionais.

Tais posturas assumidas em libertação nunca encontram bases bíblicas, mas sempre estão fundamentadas em experiências tidas na vida. Eis o que disse tal apóstolo sobre o início de seu ministério libertador de crianças: “Uma criança de apenas quatro anos estava fora de si e endemoninhada. A força que ela tinha era tão descomunal e desproporcional que três professoras que tentavam controlar a situação sequer conseguiam segurá-la. Impelido quase que à força pela urgência da circunstância, sentiu-se coagido a agir e a fazer algo pelo próprio bem da criança. Ali mesmo, sem qualquer experiência em situações desse tipo, mas movido pela compaixão, ele a tomou no colo e começou, brandamente, a expulsar o espírito que a estava atormentando, enquanto dirigia-lhe palavra de amor e carinho. Mal havia terminado a ministração e a libertação, ele ouviu a sentença divina em alto e bom som: “Faça o mesmo com os outros.” Começava aí o ministério de libertação infantil para o qual estava sendo chamado”.

Tudo começou com a audição de uma sentença divina “Faça o mesmo com os outros”. O que me preocupa é que somente uma sensação basta para se criar qualquer coisa no meio evangélico. Será que foi Deus quem falou? Se foi Deus quem falou existe base em Sua Palavra?

Na entrevista o “apóstolo” confunde o psicológico com o espiritual. Para ele aquilo que é meramente psicológico pode se transformar em algo como ataques demoníacos ou mesmo possessão. O que deve ser tratado como emocional vira uma catástrofe espiritual.

Na mente de tais pessoas ainda persiste a idéia de que filmes podem ser instrumento do diabo para endemoninhar as pessoas e principalmente as crianças. Isso não foge à velha ladainha do Sr. Josué Yrion que chega a dizer que os bonecos do Barney são usados em sacrifícios e para comer cadáveres em San Francisco e o mesmo ainda fala sobre a demonização da Disney etc.

Para confirmar o que digo veja esta pérola do saber espiritual do apóstolo: “Desde desenhos animados (endemoniados) que infestam a televisão, até a simples coleção de figurinhas como Dragon Ball, e jogos de RPG, Games de modo geral. Hoje principalmente na Educação, estamos tendo todo o tipo de principado se manifestando, colocando-se no currículo escolar, e as crianças são conduzidas a leituras de livros sobre Bruxaria, Feitiçaria, etc, com a finalidade de iniciá-las em tais práticas”.

Um sensacionalismo barato e esdrúxulo impera no meio evangélico. Isso é adoecedor e vem se transformando em uma ditadura emocional e espiritual. Tais ensinos têm roubado a infância das crianças e incutido um medo exacerbado nas mesmas, pois, seus pais compram gato por lebre e repassam suas neuras aprendidas em seminários e “estudos bíblicos” para seus filhos, castrando-os de um processo de crescimento natural que envolve a fase da infância. O pior é que estes libertadores criam escolas e repassam seus desequilíbrios emocionais para outros em várias igrejas, que por sua vez se tornam multiplicadoras desse processo doentio. Ainda, somente esses libertadores possuem a chave para completar a salvação e libertação “iniciada por Cristo” na cruz. Sim, para estes o que Cristo fez na cruz foi somente iniciar a salvação e libertação e eles estão ai para concluí-la. Eles possuem o conhecimento especial que produz libertação para adultos e crianças.

Existe outra coisa que me traz grande apreensão é o fato de megas igrejas trazerem tais ensinos para seus currículos doutrinários, chegando ao ponto de criarem ministérios de libertação infantil em seus meios. Isso traz desajustes emocionais nas crianças ao longo dos anos. Não devemos estranhar se tais crianças ao chegarem à adolescência ou saindo dela não estejam mais nas igrejas. Quando perceberem a grande falácia a que foram submetidas se rebelarão contra tudo e todos. Ai sim, os pais verão a face negra do mal em suas vidas. Ensinar a criança no caminho que deve andar é levá-la a ter temor do Senhor, a ter uma infância natural e sadia como as demais, a mostrar a maravilhosa Graça de Jesus e seu grande amor. Nós pais devemos oferecer um lar equilibrado para nossos filhos, isento de fobias diversas, com amizades bem constituídas e uma cosmovisão sadia.

Crianças não precisam de libertação espiritual. “deixai vir a mim a criancinhas porque delas é o Reino dos céus”, disse o Senhor Jesus.

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

19 novembro 2010

MANIFESTO EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA

UNIVERSIDADE MACKENZIE: EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA

A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.

Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).

Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.

Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 [LINK http://www.facebook.com/l/d996dCySFR6ZPiNRmHSufXea4iw;www.ipb.org.br/noticias/noticia_inteligente.php3?id=808] e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.

Este manifesto é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro.
Para ampla divulgação.


Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

09 novembro 2010

COMUNHÃO, UMA BENÇÃO EM EXTINÇÃO


Sl. 133 “1 Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.2 É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. 3 Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre”.

Diante do volume de atividades e informações que vivenciamos a cada dia, ouvíamos com mais frequência as afirmativas: “Pastor não tive tempo de ir à igreja ou Não deu Pastor, estava muito ocupado naquele dia. Outros dizem: A semana foi muito puxada e não deu para ir, pois, estava muito cansado.
A Bíblia diz que é inútil o homem se levantar de manhã e dormir muito tarde tentando ganhar a vida, pois, se Deus não nos agraciar tudo será em vão. Mas foi-nos passada a idéia que tudo depende do nosso esforço e este esforço atualmente não pode ser menos do que 110%. Creio que o esforço é necessário em tudo o que fazemos, mas sem a graça de Deus tudo será vaidade, que pela Bíblia é correr atrás do vento. Outros procurando encontrar alívio psicológico e acalmar suas emoções e sentimentos se prostram diante da televisão e depois dizem aliviados: Assisti ao programa tal do pastor tal, foi uma bênção. Tudo isso pode parecer razoável, mas não substitui o culto prestado a Deus no ajuntamento solene da comunidade de fé. Hoje em dia já estão vendendo kit para Ceia do Senhor e já tem igreja incentivando a participação da Ceia via televisão como se isso fosse bíblico. Como instituição a Ceia é da igreja local e somente deve ser praticada dentro da comunhão da igreja. Para os Batistas não existe Ceia isolada, ela é para os santos na comunhão da comunidade da fé. Ninguém deve praticar tal ordenança/sacramento isoladamente. A Palavra de Deus nos incentiva a estarmos juntos, presentes e participantes dos cultos a Deus. O salmista expressa com exatidão a comunhão dos santos. Ele diz que é bom e suave os irmãos viverem em união. Ele destaca o fato do frescor que essa comunhão proporciona, pois, usa a figura do orvalho de Hermon que desce sobre o monte de Sião. Quando não damos valor ao culto a Deus, realmente não damos valor a Deus. É no culto que Deus nos fala e abençoa. A Palavra é pregada e isso desencadeia libertação e crescimento. Deus se entroniza o meio dos louvores do seu povo (Sl. 22:3) e a comunhão dos cristãos é vivida com propriedade.
Não devemos praticar economia de comunhão. Comunhão deve ser vivida com eloquência, fartura e fluidez. Quanto mais melhor e quanto melhor mais deve ser o seu fluir. Estamos impondo sobre nós e outros uma dieta extravagante de comunhão. Estamos empobrecendo a vida da igreja.
Necessário se faz romper com hábitos negativos que nos afastam dos cultos a Deus. Precisamos priorizar os cultos a Deus e não deixarmos para quando der. Essa postura cobrará juros altíssimos dos cristãos que assim agem. Quando precisarem da firmeza da fé, do incentivo da Palavra, do poder do Espírito Santo, poderão se surpreender com suas fraquezas, indiferenças, friezas e mornidão espiritual.
O Salmos nos diz que ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.
Ali na comunhão dos santos.
Que possamos renovar nossa dedicação ao Senhor e honrá-lo no meio da congregação dos santos.

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

29 outubro 2010

SEGURANÇA EM MEIO AS CRISES DA VIDA


SEGURANÇA EM MEIO AS CRISES DA VIDA

Rm. 8:35-39

Às vezes pensamos e mesmo sentimos que estamos totalmente desamparados. Deus não nos ouve, nossas orações parecem vazias e ficamos sem sustentação psicológica. Os problemas do dia-a-dia nos roubam a real perspectiva do nosso relacionamento com Cristo

Por não encontrarmos rápidas respostas para os problemas e os encararmos como grandes demais, julgamos que estamos ilhados, desamparados e um sentimento de desassossego emerge de nossa alma.

Nos evangelhos encontramos os discípulos em pânico com o mar agitado e se preocupando tanto com o mar e suas fortes ondas que esqueceram que o Senhor Jesus estava no barco juntamente com eles.

Ao acordarem o Senhor Jesus eles estavam simplesmente reconhecendo que não percebiam a miopia espiritual reinante em suas vidas.

A visão distorcida das crises da vida nos faz esquecer ou mesmo subdimencionarmos a presença de Cristo em nós, bem como seu terno cuidado.

Para Ele não existe crise, dificuldade ou situação que seja por demais complicada.

O apóstolo Paulo nos faz lembrar que nada nos poderá separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus.

Ele usa linguagem enfática quando diz que nem a morte, nem seres espirituais, nem qualquer circunstância ou criatura, poderá nos separar do Senhor Jesus.

A Palavra de Deus é enfática em dizer que os verdadeiros cristãos estão seguros em Cristo. Paulo chega dizer que nossas vidas estão escondidas em Cristo (Col. 3:3).

Já abrimos as portas das nossas vidas para Ele e podemos descansar porque Cristo é maior que nossas dificuldades.

Devemos enfatizar, todos os dias, a grandeza de Cristo. Precisamos lembrar que por passarmos por crises, em vários níveis, Ele não vai embora.

Cristo é suficiente, para nós, em qualquer situação.

SE DEUS É POR NÓS, QUEM SERÁ CONTRA NÓS?

Solio Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

08 outubro 2010

A BENÇÃO DO DESAPEGO


Um dos grandes desvirtuamentos originados do iluminismo, com sua ênfase no homem e na razão, foi a necessidade de ter. O possuir passou a ser o mote social. Quando Marx diz que o trabalho transforma o homem e este transforma o meio, ele consolidou a ênfase dita. Daí para frente presenciamos um avanço do homem sobre o meio ambiente com ajuda da revolução industrial que começara anos antes e vimos nascer uma necessidade altamente dolorida, o apego.

Nossa sociedade está tão apegada aos meios de produção e ao produto realizado que impôs sobre o homem a mentalidade que sem possuir nada é. Hoje alinhado com essa tendência de ter está o fazer. O homem buscar através do fazer o ter. Isso reduz o homem a um mero mecanismo autômato dentro do sistema e totalmente alienado dos grandes princípios da vida.

Como o homem precisa ter para se realizar então é gerada uma dor e um sentimento desgastante que é o apego. O apego está por trás de grande parte do sofrimento do homem moderno. Sabe que mesmo que possua muito um dia ficará sem nada ao se deparar com a morte e a presença dAquele a que tudo pertence.

Quando deixamos o princípio bíblico de “Possuir tudo sem ser dono de nada” entramos nesta espiral descente do apego. Lutamos para preservar aquilo que conquistamos, lutamos sem nos dar conta que quando algo nos é tirado a dor é quase insuportável. Quantos crimes são cometidos entre casais por não haver disposição de repartir patrimônio? A violência aumenta assustadoramente não somente por causa da pobreza, mas porque está no inconsciente de toda uma geração a necessidade de tudo ter sem nada perder ou repartir. A valorização do homem tem si dado pelo patrimônio que possui. Hoje filhos pedem para pais não pararem seus carros em frente à escola, pois, os mesmos são velhos ou possuem modelos desatualizados. Estes jovens estão apegados à estética somente e assim gabam-se de nada. Ter uma roupa de marca é sinal de destaque de atratividade.

O apego traz sofrimento, aprisionamento e baixa qualidade de vida. A melhor maneira de vivermos esta vida maravilhosa é o desapego. Saber que enquanto vivermos neste mundo nada mais somos do que mordomos/gerentes daquilo que o Criador nos emprestou. O apóstolo Paulo disse em II Cor. 6:10 “... como nada tendo, e possuindo tudo”. Exatamente isso. Paulo vai nos dizer em I Cor. 3:22-23 “tudo é vosso, vós sois de Cristo e Cristo de Deus”.

Com isso não estou incentivando a preguiça, a falta de vitalidade para o crescimento pessoal e na obra de Deus, mas sim colocando as coisas em patamares razoáveis.

Muitos se apegam a família, bens, trabalho, posição social etc. Nada destas coisas são permanentes em si mesmas. Famílias são destruídas ou esfaceladas por mortes ou separações, bens perdem valor ao longo do tempo ou são mal negociados, trabalho é algo altamente instável e posição social nada é. Acredito que precisamos enxergar a vida como uma dança. Ela se mostra diferente a cada momento e precisamos aprender a dançar a dança da vida. Livres em cada situação. Se precisar mudar de cidade ou emprego isso precisa ser visto como oportunidade não como pequenas mortes. Se um bem foi perdido ou deformado preciso entender que é somente um bem não uma vida inteira. Se a perda se apresentar com sua face mais negra, preciso me alegrar no tempo que tivemos de convívio e nas boas lembranças das coisas e momentos significativos que vivemos.

Tudo é de Deus. A vida é de Deus. As oportunidades são de Deus. Então, somos somente gestores de tudo isso. Precisamos fazer o melhor para glória de Deus e trazer para nossas vidas uma das máximas de Paulo "sei estar contente em toda e qualquer situação".

Apegar-se, somente a Cristo, pois, Ele é eterno, justo e verdadeiro.

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

01 outubro 2010

CASAMENTO


Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.

De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"

Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.

Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possivel. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus examos no próximo mês e precisava de um ambiente propício para prepar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.

Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio" ,disse Jane em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".

Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia...Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.

A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!


UM CASAMENTO CENTRADO EM CRISTO É UM CASAMENTO QUE DURA UMA VIDA TODA.

Fonte.: email recebido pela internet

SOLI DEO GLORIA

PR. LUIZ FERNANDO R. DE SOUZA

15 setembro 2010

NOTA DE FALECIMENTO


Faleceu, na Igreja dos negligentes e frios na fé, dona "Reunião de Oração", que já estava enferma desde os primeiros séculos da era cristã.

Foi proprietária de grandes avivamentos bíblicos e de grande poder e influência no passado.

Os médicos constataram que sua doença foi motivada pela "frieza de coração", devido a falta de circulação do "sangue da fé". Constataram ainda: "dureza de joelhos" - não dobravam mais - "fraqueza de ânimo" e muita falta de boa vontade.

Foi medicada, mas erroneamente, pois lhe deram grande dose de "administração de empresa", mudando-lhe o regime; o xarope de reuniões sociais" sufocou-a; deram-lhe "injeções de competições esportivas", o que provocou má circulação nas amizades, trazendo ainda os males da carne: rivalidades, ciúmes, principalmente entre os jovens.

Administraram-lhe muitos "acampamentos", e comprimidos de "clube de campo".

Até cápsulas de "gincana" lhe deram pra tomar!

RESULTADO: Morreu Dona "Reunião de Oração"!

A autópsia revelou: falta de alimentação, como "pão da vida", carência de "água viva", e ausência de vida espiritual.

Em sua memória, a Igreja dos negligentes, situada na Rua do Mundanismo, número 666, estará fechada nos cultos de 3as e 5as Feiras; aos domingos, haverá Culto ou escola dominical, só pela manhã, assim mesmo quando não houver dias feriados, emendando o lazer de Sexta a Segunda e vigília nem pensar.

Agora, uma pergunta:

SERÁ QUE O LEITOR NÃO AJUDOU A MATAR A DONA "REUNIÃO DE ORAÇÃO"?

Fonte: email recebido do Pr. Enéas Alexandrino

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

11 setembro 2010

UMA EXCELENTE OBRA AO NOSSO ALCANCE

É com imenso prazer que indico esta excelente obra do Irmão Alberto C. Filho. Com certeza será um marco divisório em nossos dias. A aquisição deste livro é um investimento que retornará na forma de estrutura de vida, visão clara do Reino e vida equilibrada.

INDE APÓS MIM – JESUS não disse: IDE após seus líderes
Alberto Couto Filho
Formato16x23cm, 210 páginas.
ISBN 978-85-7984-051-7
Frete não incluso

Sobre a Obra:

Obviar o mal (a dispersão das ovelhas) causado por ações equivocadas, pela ineficiência no exercício da liderança – este é o tema abordado, o fulcro da obra. O “afastamento do crente” é obviado por toda a obra como ocorrência danosa para o Reino de Deus. O autor o considera, para a Igreja de Cristo, um pesado tributo que tem como fato gerador algo não condicionado a atributos individuais dos líderes – o não-desenvolvimento do “dom motivacional prático” da Liderança (governos – 1 Co 12:28), para lograr a eficácia.
O contexto da obra nega uma passiva conivência com a falibilidade, mas em nenhuma hipótese admite a afronta, o desrespeito à autoridade no ofício pastoral, pelo contrário alerta, previne, sugere e orienta à luz do Livro Santo, sem qualquer intenção de censurar. Não fosse assim, assevera o autor, ele mesmo estaria procedendo de forma atoleimada, pecaminosa e condenável perante o Senhor das nossas vidas, ao desairar um anjo da igreja. Entretanto, a ocorrência de atos falhos, oriundos da manipulação, de uma relação de dominação, de inadvertência ou de negligência, praticados por líderes ineficazes, que se dizem “ungidos” e que se imaginam defesos por generalizáveis e convenientes interpretações bíblicas (Sl 105:15), não irão evitar as sanções impostas pelo Senhor dos Exércitos, pela dispersão das Suas ovelhas.

O autor expressa seu sincero desalento, quando observa o fato daqueles líderes que, na Bíblia, são chamados de estúpidos (Jr 10:21), não se importarem com a dispersão das ovelhas do rebanho do Senhor. Eles recalcitram com veemência e atemorizam aqueles que os interpelam, citando que somente o Senhor irá cuidar de castigar a maldade das suas ações (Jr 23:2). Arredios e avessos a um “feedback” negativo expressam absurda e incompreensível preferência pela manutenção do seu estupor.

A eficácia em Liderança na igreja atual, diz o autor, como sempre foi na igreja primitiva, é uma das características indispensáveis de um ministério cuja proposta primacial (visão ministerial) é a transformação de vidas, através da renovação da mente (Rm 12:2).

A obra, vista pelo autor não como uma autoajuda, mas sim, como uma ajuda divina, é destinada a todos aqueles que, capacitados ou não, por Deus, queiram desenvolver o dom da liderança, através da transferência de habilidades (no hebraico: guia, orientação, direção) apontadas no livro, que irão realçar a importância dos corretos pensamentos e a experiência na tomada de decisões.

O autor propõe às igrejas a instituição de um sistema de desenvolvimento das lideranças ministeriais, que venha, efetivamente, a se constituir, num alvo educacional, numa estratégia e num processo, focado inteiramente na geração de motivação para um excelente desempenho na realização da obra de Deus.

Demonstrando inteira submissão ao Criador e, focado inteiramente na obtenção da unidade, via comunhão permanente dos servos de Deus, o autor pretende alcançar o objetivo proposto, mediante a utilização da experiência adquirida ao longo da sua existência. Para tanto, os recursos utilizados (bíblicos, teológicos, didáticos, técnicos) são competentes para facilitar a compreensão da eficácia da liderança do Senhor Jesus – Imitá-lo é o grande desafio proposto no livro.

A obra demonstra ser muito forte o testemunho do autor, não apenas pela submissão a Deus, mas muito mais, ainda, pela demonstração da consciência que tem dos deveres ministeriais dos líderes cristãos para com o povo de Deus, sob os seus cuidados. Orientada por pesquisa junto a cristãos dissidentes, ela está inteiramente respaldada em preceitos bíblicos (mais de 300 capítulos citados e cerca de 700 versículos) que não permitem conflitos com os pontos cardeais das Sagradas Escrituras. É um subsídio literário valioso para o desenvolvimento intelectual, social e espiritual (Lc 2:52) não apenas dos líderes “chamados” pelo Senhor da Seara, mas também, dos “impelidos”, que muitas das vezes, desguarnecidos e desacautelados estão, insensivelmente, oprimindo e, até, subjugando (domínio moral) ovelhas do rebanho do Senhor, sob sua liderança, dispersando-as.

A atenta leitura do livro irá mostrar que a peregrinação na fé é a resposta esperada na exortação contida na epístola aos Hebreus. Como um dever espiritual, seu signatário aponta para a necessária obediência aos que guiam o povo de Deus (pastores/líderes), como contrapartida de uma obrigatória prestação de contas, por velarem pelas almas, como um dever ministerial (Hb 13:17).

Pedro é citado na obra, observando uma relação de deveres ministeriais, destinada aos líderes (presbíteros, como ele) para que se tornem modelos dos rebanhos que pastoreiam, mediante a proteção e ao zelo vigilante pelas ovelhas sob seus cuidados e orientação (1Pe 5:2/3).

E o que, ainda, podem fazer, para que venha a receber do Supremo Pastor, a imarcescível (que não murcha) coroa da glória, aqueles que, abdicando da obrigatoriedade do vigilante zelo, não mais velam pelas almas das ovelhas? (1 Pe 5:4)

As respostas para estes guias/líderes e para todos aqueles que aspiram àquela excelente obra que é o episcopado estão, seguramente, contidas nesta obra, bem como tudo aquilo que os leitores gostariam de saber sobre a Liderança Situacional/Transformacional de Jesus, e não tiveram paciência (?) de lhes explicar.

O Autor

Sobre o Autor:

Alberto Couto Filho, carioca, palestrante e consultor em Liderança, é formado em Ciências Administrativas e em Ciências Contábeis pelas Faculdades Simonsen, e em Ciências Econômicas pela UNISUAM, ambas no Rio de Janeiro.

Integrou o quadro societário da Intercultural Educação e Pesquisa Ltda., empresa presidida pelo egrégio professor, psicólogo internacional, Dr. Peter Barth (1990/2002)

Foi dirigente do Banco Nacional SA, instituição incorporada pelo Unibanco SA. (Área Regional de Vendas e Mercado – 1985/1990)

Possui formação em Administração Financeira, Mudanças Organizacionais, Psicologia e Administração, Sinergia Organizacional e Relacionamentos Interpessoais (gestão de pessoas).

Está habilitado, profissionalmente, pelo CRA-RJ (01/10517-5), mediante o RCA (Registro de Comprovação de Aptidão) nº 10722/Certidão 2170, para desenvolver e conduzir programas de treinamento, cursos e seminários sobre os temas; Liderança, Qualidade e Desenvolvimento Pessoal.

Está habilitado, espiritualmente, pelo Criador do Universo, para levar eficácia às lideranças de Ministérios nas igrejas, através da aprendizagem, desenvolvimento e transferência de habilidades, na interpretação da cultura moderna com base, fundamento e sustentação na Palavra de Deus, e respaldo nas interações pessoais do Líder dos líderes – O Senhor Jesus. Por breve período foi professor e Superintendente de Escola Bíblica Dominical

Alberto vive no Rio de Janeiro, com sua esposa Janete e com seu filho Patrick.

Atualmente é membro da Comunidade Até Aqui Nos Ajudou O Senhor, sob a cobertura espiritual do pastor Paulo Roberto N. Gonçalves e da pastor Rosi Gonçalves, em Imbariê – Rio de Janeiro.

Para Adquirir:
Deposite o valor correspondente à sua compra, em qualquer uma das contas abaixo:
Banco do Brasil
Nome do titular: ALBERTO COUTO FILHO
Agência: 1577-6
Conta corrente: 1131412-5
Banco Itaú
Nome do titular: ALBERTO COUTO FILHO
Agência 9286
Conta corrente: 04804-7

Mande um email para albertocoutodco@gmail.com, para confirmar o pagamento;
Tão logo seu email seja recebido, faço a remessa do (s) livro (s) ao endereço que voce indicar.

28 agosto 2010

IGREJA LADEIRA ABAIXO


Por mais que busque justificativas para as bizarrices encontradas no meio das igrejas não encontro. Parece-me uma luta inglória. Estou ficando enjoado e enojado diante daquilo que tenho visto e ouvido. A grande marca das igrejas é a estreiteza de mente e uma busca implacável pela mediocridade. Tirando um percentual de comunidades que ainda preservam a Sã Doutrina, esbarramos em número assustador de comunidades e principalmente as neo-pentecostais praticando um anti-cristinianismo.

Gostaria de apontar algumas situações que tem me levado a obviar tais comunidades e líderes.

1 - Tenho visto com muita freqüência uma nociva insistência por parte de um grande percentual da liderança evangélica em desprezar o saber e principalmente o saber teológico. Insistem em desprezar a história e suas lições. Insistem em abandonar os marcos deixados e fazendo assim encontram-se sem parâmetros para seus comportamentos. Creio que a busca por uma teologia sadia é mais dolorosa do que a aceitação tácita de heresias grotescas. O grande problema é que quanto mais as lideranças distanciam da Sã Doutrina mais comprometidas ficam com os erros doutrinários e depois não possuem a hombridade de voltar atrás. Muitos líderes ouviram o galo cantar e não sabem onde. Ouviram algumas afirmações no passado e nunca procuraram saber se eram ou não verdadeiras. Em meu tempo de mocidade havia um livro que fez muito sucesso. Seu autor era Don Gosset e o livro era Há Poder Em Suas Palavras. Virou Best Seller. Aceitávamos como verdade as palavras do autor, pois, este era americano e se era bom para os americanos deveria ser bom para os Brasileiros. Conceitos distorcidos que durante anos vivi. Mas como Paulo disse em sua carta aos corintos chegou o tempo de deixar as coisas de menino e buscar as coisas de adulto. Aprendi na faculdade que é preciso dialogar com os autores e checarmos as bases de suas afirmações. Procurar encontrar o cerne ideológico dos mesmos e separar joio do trigo. Depois de muitos anos percebo que boa parte da liderança evangélica ainda aceita acriticamente os livros e nunca empreendem um diálogo com seus autores. Estão assentados em bases frágeis e se aferrenham a elas como bóias salva-vidas. Quase sempre não se abrem para outros pontos de vistas e insistem em argumentos ultrapassados e com data de validade vencida.

Realmente existe uma resistência à pureza do Evangelho simplesmente por falta de amor à verdade como Paulo disse. “Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade”. II Tm. 3:7 - II Tes. 2:10.

2 – Tenho visto com freqüência uma atitude de lassidão em relação ao pecado. E isso acontece no meio da liderança evangélica e se espalha pelo corpo de Cristo. Destaco o fato de que pecados cometidos por líderes não são tidos como coisas hediondas, mas normais. Sempre apresentam o mesmo argumento idiotizante que não podemos julgar para não sermos julgados. Fico pensando, se julgar é incompatível com a fé cristã como denunciaremos os erros dentro de nossos arraiais? Se existe incompatibilidade entre julgamentos e o crer em Deus então logo não existe pecado nem erros, pois, os mesmos não podem ser julgados. Atribuem esse julgamento a Deus somente. Se assim fora, teremos que erradicar do Novo Testamento as denúncias de Paulo e Pedro que abertamente apontaram para o pecado e mostraram o que fazer. Eis alguns exemplos: I Cor. 5:1-5; II Tm. 2:14-18; II Pe. 2.

Pecados de lideranças devem ser tratados com a maior intensidade possível, pois, seus exemplos são seguidos por muitos. Cristo disse que “... e, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá”. Lc. 12:48.

Ficou normal um líder se divorciar e permanecer na mesma igreja como se nada tivesse acontecido. A igreja perdoa e tudo continua bem. Isso é uma aberração em nosso meio. Como permanecer na liderança aquele que não governou bem sua casa? Se houve adultério por parte da liderança, que exemplo foi dado para a igreja principalmente para os jovens. Muitos pensarão e agirão assim: “se o pastor pode também nós podemos”.

E o que dizer sobre os pecados contra a Palavra? Afirmações grotescas que ultrapassam e contradizem a Palavra de Deus são tidas como verdadeiras. Quem faz tais afirmações por ter grande visibilidade torna-se oráculo celestial inquestionável e infalível.

Aqui está em foco a igreja, seus membros. Essa tendência de aceitação acrítica de tudo que é exarado dos púlpitos é algo doentio. Pessoas com grandes capacidades mentais em seus segmentos de atuações se anulam dentro das igrejas, pois, têm medo de pecar contra Deus. Vêm as maiores aberrações sendo derramadas sobre suas mentes e nada dizem. Tais pessoas andam no limite da idiotice. Não existe incompatibilidade entre fé e conhecimento. Nunca existiu. Qualquer afirmação que Deus revelou ou falou deve passar pelo crivo, crisol da Santa Palavra de Deus e se se constatar desvio deve ser desprezada por completo.

3 – Tenho visto com freqüência uma insistência em desprezar a Palavra em troca de revelações estapafúrdias.

No meio neo-pentecostal isso é contumaz. Aceitam tudo como sendo de Deus e mesmo que ofenda a Palavra vale mais a pseudo-revelação. Isso da enjôo em qualquer um. Vi uns vídeos postados no youtube onde o pregador advinha a rua, o número da casa e trabalho das pessoas. O pregador dizia o tempo todo assim: “to entendendo Jesus, to entendendo Jesus...”. O que mais me entristeceu foi que pessoas que conheço pessoalmente aceitaram acriticamente tais coisas e achavam que eram revelações de Deus. Esse tipo de revelação já virou coisa comum no meio evangélico. A postura desses pregadores dá a entender que possuem uma comunhão especial com Cristo e que recebem revelações diretas e se intitulam profetas de Deus. Não pregam a Palavra, mas promovem espetáculos para as massas. Como diziam os romanos: “panis et circenses”. As pessoas rodopiam, caem, são arrebatadas, pulam como cangurus, choram e depois percebem que nada mudou. Paulo nos adverte contra tais homens: “Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, É soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais. Mas é grande ganho a piedade com contentamento”. I Tm. 6:3-6.

Creio firmemente que as igrejas neo-pentecostais e suas lideranças inaptas estão jogando o evangelho ladeira abaixo. Creio que os estragos feitos são irreparáveis. Creio que o desprezo pelo ministério tem trazido mais vergonha do que glória para o nome de Cristo. Creio que o momento da igreja tenha passado no Brasil. Creio que os maiores culpados são aqueles que se calam covardemente diante de tais atrocidades. Creio que cada pastor consagrado sem o devido preparo, guardando as devidas proporções, será uma porta aberta para heresias e comportamentos exóticos e anti-bíblicos.

Por haver uma insistência em desprezar a Palavra o que sobra é a exaltação das emoções. Vale mais o sentir. Vale mais o arrepio. Vale mais o sensorial. Estou cansado de ver idolatria na igreja. Sim, idolatria mesmo. Quantos cultos têm como maior atrativo a entrada de um modelo da arca da aliança com seus querubins etc. Os líderes se vestem com longas batas e o povo e incentivado a tocar neste embuste em forma de arca da aliança. Em uma galeria em Belo Horizonte existe boxe somente para vender coisas ligadas à idolatria como: candelabro de sete pontas, modelos variados da arca da aliança, óleos especiais para unções variadas etc. Fiquei sabendo que em uma cidade do interior mineiro abriram uma loja gospel que vende kits para campanhas nas igrejas. Tudo já vem pronto é só pegar e distribuir. Se os kits não estiverem no balcão abrem um catálogo e você escolhe o que melhor lhe convier.

Precisamos encontrar o equilíbrio entre razão e emoção. Nossos cultos podem e precisam ser vivenciados com emoção, mas nunca emoção desprovida de razão. Paulo aponta para que nossos cultos sejam racionais e íntegros, mas isso virou carência.

4 – Tenho visto com freqüência uma insistência pelo imediatismo e pragmatismo.

Como vivemos em uma sociedade Fast Food, as soluções para vida também devem ter essa característica. As igrejas estão oferecendo soluções milagrosas a qualquer custo. Estão oferecendo soluções que nunca chegarão. Afirmações mentirosas e incabíveis são feitas para atrair os incautos. As pessoas querem o imediato o curto prazo. Daí termos profecias esdrúxulas e mundanas. Quem não se interessa ou quer ter vitória financeira rapidamente? Quem não ofertaria dinheiro para alcançar cura, salvação e libertação financeira. Em um país que tem um governo assistencialista e uma população que quer levar vantagem em tudo, tais promessas ou profecias são juntar o útil ao agradável.

Por pensar somente no curto prazo estamos degradando o meio ambiente, multiplicando os assaltos, matando desavergonhadamente no útero materno. Vi um vídeo onde Edir Macedo defende o aborto como programa de planejamento familiar. Trata o aborto como solução para criminalidade e pobreza. Tais posturas somente apontam para o curto prazo. Quem deveria defender a vida a processa, condena e executa sua sentença de morte em menos de sete minutos de vídeo.

Pastores oferecem soluções mágicas para verem suas igrejas cheias e seus caixas abarrotados de dinheiro, pois, assim ganharão prestígio socialmente. Oferecem ocuidade para o vazio do homem. Fazem das pessoas massa de manobra para alcançarem seus objetivos mundanos. Esquecem-se que prestarão contas das almas a Cristo o Senhor. Perderam o temor do Senhor e tratam a Sua Obra como empresas e não como igreja.

O certo é que esta visão de curto prazo não leva lugar algum. Somente aumenta o vazio do homem e fortifica a desesperança já reinante.

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

16 agosto 2010

ADEUS PREGADORES INTOCÁVEIS

Por: J.L. Grady

Tradução de João A. de Souza filho

Deus está sacudindo a igreja removendo os corruptos, mas somos culpados de trazer os charlatães para nossos púlpitos!

Al Capone controlava a cidade de Chicago. O prefeito da cidade comia na mão dele e Capone trazia a polícia sob cabresto, enquanto dominava um império de cassinos, prostituição e contrabando de toda espécie. Durante anos fez uso das armas e vivia acima da lei, a ponto de ganhar o apelido de “intocável”, porque ninguém conseguia levá-lo às barras dos tribunais.

Mas, finalmente preso em 1932 justificou seus crimes, dizendo: “Tudo que fiz foi satisfazer a vontade do povo”. Ele não se preocupava com as consequências de seus crimes porque conhecia os prefeitos, a polícia, os líderes comunitários e os cafetões que o protegiam.

“Não existe como saber quantas pessoas rejeitaram o evangelho porque viram a igreja apoiando esses pregadores que gritam, mentem, enganam, corrompem, roubam e são aplaudidos pela congregação quando pedem dinheiro”.

Detesto ter de comparar qualquer ministro a um gangster, mas a triste verdade é que existem muitos obreiros inescrupulosos que seguem os passos de Al Capone. São enganadores e mestres na arte da manipulação. Encontraram seu espaço nos subterrâneos do movimento carismático e usam sua capacidade hipnótica para controlar um bom número de emissoras de TV. E, como Al Capone seus dias estão contados. A justiça os alcançará!

Esses falsos profetas, possivelmente começaram seus ministérios com um chamamento genuíno de Deus, mas a fama e o sucesso os desviaram e os destruíram. Abandonaram a fé levados pela fama e pelo dinheiro, e quando se deram conta tiveram que criar mecanismos para manter seus ministérios em funcionamento. Agora, Deus os está apertando.

Mas, antes que nos regozijemos crendo que esses impostores estão sendo removidos de nossos púlpitos, apertemos o botão de pausa e pensemos um pouco. O que aconteceu para que tais pregadores adquirissem tal fama? Eles jamais seriam famosos sem nossa ajuda.

Nós somos os culpados. Quando eles dizem: “Deus lhes está prometendo riquezas infindas, desde que hoje você oferte mil reais”, corremos para o telefone e doamos o dinheiro ou parcelamos em nosso cartão de crédito. Deus nos perdoe!

Não soubemos discernir esses lobos. Quando afirmam: “Preciso de sua oferta sacrificial para que eu conserte meu avião particular”, não indagamos por que o servo de Deus não pode viajar numa linha comercial, na classe turística para visitar um país do terceiro mundo. (Eles vêm ao Brasil em jatinhos; e os teleevangelistas percorrem nossa nação em seus jatos particulares enquanto nós os sustentamos - NT).

Somos os bobos da corte. Ao ficarmos sabendo que viviam na imoralidade, tratando mal suas esposas ou enchendo as cidades com filhos ilegítimos, nunca exigimos que seus líderes se posicionassem e os disciplinassem com seriedade. Perdoa-nos, Deus!

Quando nos pedem dois milhões de reais porque o orçamento deles está apertado, não nos perguntamos por que precisam ficar em hotéis em que uma diária custa dez mil reais! De fato, se questionássemos, algum cristão responderia rapidamente: “Não critique. A Bíblia diz que não podemos tocar nos ungidos de Deus!”. Que Deus nos perdoe!

Tratamos esses charlatães como tratavam Al Capone – como se esses pregadores fossem intocáveis – e, como resultado a corrupção desses homens minaram as igrejas carismáticas como uma praga. Nossas igrejas foram consumidas pelo capitalismo, pelo orgulho, engano e pecados sexuais, tudo porque temos medo de chamar esses pregadores de Bozo, porque isso é que são. Inseguros, egoístas e desequilibrados emocionais.

Se tivéssemos nos apoiado com discernimento na Bíblia teríamos nos livrado dessa confusão. Não existe como saber quantas pessoas rejeitaram o evangelho porque viram a igreja apoiando esses falastrões, mentirosos, enganadores, que se divertem em nossos púlpitos, enquanto nós os aplaudimos e lhes demos muito dinheiro.

Quando os bem-intencionados crentes citam o texto de 1 Crônicas 16.22: “Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas” para encobrir os corruptos e charlatões, cometem grave engano contra as Escrituras. Nada indica nesta passagem que devemos silenciar quando um líder está abusando do poder para enganar as pessoas.

Bem ao contrário, somos convocados a que confrontemos o pecado numa atitude de amor e de honestidade, e, certamente não demonstramos amor para com a igreja quando permitimos que os Al Capone carismáticos corrompam nossa geração!

Fonte.: http://www.pastorjoao.com.br

Extraído de: http://www.charismamag.com/index.php/fire-in-my-bones

Soli Deo Glória

Pr. Luiz Fernando R. de Souza